Liane Filomena Müller, 47 anos, é natural de Taquara e atualmente reside em Novo Hamburgo. É casada com Cesar Augusto Müller, 49, com quem tem três filhos: Gabriela, 22, Maurício, 17, e Vinícius, 16. Mestrada em Letras, é coordenadora do Curso de Letras da Faccat e idealizadora do concurso literário promovido pela instituição, neste ano em parceria com o Panorama
Fale sobre sua trajetória profissional.
A literatura e a língua foram minha escolha profissional e pessoal. Sou professora há 29 anos. Ingressei no magistério público estadual. Em 1985 passei a lecionar no ensino superior, na Unisinos. Em 1999, concomitantemente, comecei a trabalhar na Faccat, onde auxiliei na montagem e implementação do Curso de Letras. Em 2001, quando assumi a coordenação do curso, passei a trabalhar apenas na Faccat. Atualmente também dou aulas na Fundação Liberato, em Novo Hamburgo.
Qual a importância do Concurso Literário Faccat/Jornal Panorama?
Ele faz parte de uma preocupação em proporcionar à comunidade eventos voltados à literatura e à língua. Este evento faz aparecer inúmeros escritores que estão no anonimato. Eles ressurgem com suas histórias de vida e têm, a partir daí, oportunidade para mostrarem seu talento. Começamos com um concurso pequeno, que hoje se estende por todo o Brasil, inclusive com participações de outros países, além, é claro, dos textos da nossa região, que são os mais importantes.
O que mais lhe preocupa na educação de hoje?
É o desejo de alguns jovens de quererem as coisas prontas. Eles acabam buscando atalhos rápidos, deixando de lado os livros, as conversas, as músicas, priorizando apenas o que a mídia lhe impõe para seus olhos e ouvidos. O que também me preocupa é o ensino superior a distância, ofertado por algumas universidades novas. Elas pouco aprofundam o conhecimento e buscam erroneamente maneiras mais fáceis de disponibilizar o aprendizado.
O que representa para você ser coordenadora do Curso de Letras?
Conseguir promover e organizar eventos que se preocupem tanto com a língua quanto com a literatura. Essa socialização do saber faz melhorar a prática em sala de aula e traz um maior benefício para o aluno. Além disso, precisamos nos preocupar com a organização de um curso atualizado e com a constante atuação qualificada dos professores.
Quais são suas impressões de Taquara?
Adoro Taquara. Fui muito feliz aqui. A cidade lembra minha infância e minha juventude, uma fase que serviu de alicerce para a minha formação, pois aqui sempre encontramos pessoas amáveis e carinhosas. É um lugar que sabe acolher e dar espaço às pessoas. Aqui reencontro muitos amigos, minha mãe Maria Eni, e meus irmãos.
O que gosta de fazer nas horas vagas?
Gosto de ler e viajar.
Como conheceu o Cesar e o que mais admira nele?
Ele era amigo do meu irmão. Nos conhecemos num jantar de amigos que aconteceu em minha casa. Fomos numa boate juntos e depois começamos a namorar. Este ano comemoramos bodas de prata. O que mais admiro nele é a sinceridade, a coerência, a honestidade, o seu carinho e dedicação à família.
Qual sua maior preocupação na criação dos filhos?
Que eles sejam felizes, autônomos e que saibam trilhar seus próprios caminhos.
Quais são seus planos para o futuro?
Quero fazer doutorado e permanecer na Faccat, pois adoro trabalhar na instituição. Também pretendo continuar fazendo minhas viagens e projetos de incentivo à literatura, ter uma vida boa com minha família e sempre fazer felizes as pessoas com quem convivo.
Um livro: “Crime e Castigo” de Fiodor Dostoievski.
Um lugar: Taquara, um lugar que me fez e me faz feliz.
Uma habilidade: Fazer palavras cruzadas.
Uma mania: Comer doces.
Estilo Musical: MPB
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