Perfil

Elizabeth Schäefer

Elizabeth Schäefer, Natural de Taquara, é integrante do grupo Voluntárias do Natal. Aos 57 anos, aposentada, trabalhou por 25 anos

1Elizabeth Schäefer, Natural de Taquara, é integrante do grupo Voluntárias do Natal. Aos 57 anos, aposentada, trabalhou por 25 anos na escola Felipe Marx (Poli). Divorciada, é pós-graduada em Gestão Escolar.

Ao longo do tempo, quais funções você desempenhou no Poli?
Por muito tempo, lecionei técnicas domésticas e técnicas industriais, hoje disciplinas extintas. Também trabalhei na biblioteca e junto à diretoria.

Qual era o cotidiano das aulas?
Em técnicas domésticas, os estudantes aprendiam sobre nutrição, cozinha, artes, higiene, trabalhos manuais. Em industriais, eles faziam trabalhos em madeira, pinturas. Além destas, havia outras matérias práticas, como técnicas de agricultura, por exemplo. Essas disciplinas serviam de preparação aos alunos e, através das experiências práticas, eles descobriam e desenvolviam aptidões e já sabiam qual área seguir no futuro, se gostavam mais de gastronomia ou agronomia, por exemplo. É uma pena que elas tenham sido extintas, pois norteavam os jovens.

O que te fez ficar 25 anos na mesma escola?
Aconteceu ao natural, criei raízes, adorava a escola, os professores e, principalmente, os estudantes. O trabalho na escola é gratificante demais. Lá, eu estava sempre em contato com a juventude, assim, constantemente aprendia coisas novas e me renovava.

O que é mais gratificante na carreira?
Poder contribuir para a formação dos estudantes e, depois, vê-los adultos, felizes, realizados com a profissão que queriam ter e, ainda, ser chamada de professora por eles. Essa é a maior forma de reconhecimento à profissão.

Qual seu maior desafio como professora?
Ensinar valores aos alunos e instruir para que busquem bons caminhos para suas vidas. Escola é um lugar de dar instrução, conhecimento, e não educação. Atualmente, muitos pais “terceirizam” a educação, passando esta tarefa à escola, quando, na verdade, educação vem de casa, de pequeno, da família.

Como é seu trabalho com as Voluntárias do Natal?
Somos divididas em dois grupos de 15 pessoas e o meu trabalha sempre em segundas e terças-feiras. Em abril já começamos a trabalhar para o Natal. Sempre há muito que se fazer, consertar peças que foram estragadas, bolar ideias, criar coisas novas. Somos responsáveis pela decoração natalina da cidade e, claro, estamos preparando novidades para este ano.

Para você, como é fazer parte do grupo?
Trabalho com as Voluntárias há quatro anos e para mim é uma experiência muito gratificante. É uma forma de deixar nossa cidade mais bonita, enfeitada, um modo de cuidar dela.

Como você se define? Sou hiperativa e perfeccionista.

O que gosta de fazer no seu tempo livre?
Me dedicar à leitura, à jardinagem e ao artesanato.

O que te tira do sério? Mentira e o egoísmo.

Quem você tem como exemplo pessoal?
Meus pais, por me ensinarem os valores que levo sempre comigo. Minha mãe me ensinou a batalhar, a buscar o melhor para mim, a religião. Meu pai me passou o amor pela natureza e o cuidado que devemos ter com o meio ambiente.

“A educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo” – Nelson Mandela.

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