Paralelas
Esta postagem foi publicada em 8 de novembro de 2013 e está arquivada em Paralelas.

Indignação

IngeQuando criei este espaço, foi porque estava encantada com a possibilidade de escrever contos, inventar histórias, misturar com a realidade, brincar com ideias, mexer com o imaginário das pessoas.
Supunha, sim, que eventualmente escreveria uma crônica leve, até mesmo uma poesia quando tivesse coragem de me expor além da conta, pois apenas tangencio este gênero.
No entanto, a revoltante realidade não me permitiu, nos últimos dias, abstrair minha indignação a ponto de conseguir escrever sobre outra coisa. Precisei me render e abordar a questão das pichações em nossa cidade.
O recém-reformado prédio da Alice Imóveis, num dos pontos mais centrais de Taquara, tornou-se um gigantesco monumento à nossa incapacidade de enfrentar e dar um basta a este tipo de violência contra quem procura fazer alguma coisa que valorize nossa cidade. Alice Imóveis não é mais vítima do que tantos outros que já passaram por isso aqui em Taquara. Apenas, por sua localização tão central, e pela extensão do estrago feito numa fachada que estava ficando tão bonita, tornou-se um ícone deste problema.
Espero, sincera e profundamente, que alguma câmera nas redondezas tenha registrado os autores, que possam ser punidos, e que sirva de exemplo para que outros não se tornem vítimas de algo semelhante. No entanto, numa sociedade capaz do vandalismo que temos testemunhado Brasil afora nos últimos tempos, não há de se esperar que fatos como este parem totalmente de acontecer. Sempre haverá cérebros doentes capazes de coisas assim. Por isto mesmo, mais importante ainda do que punir, seria poder evitar. E é neste sentido que nos faz extrema falta que entre em operação o sistema de monitoramento das câmeras de vigilância que foram instaladas em nossa cidade. Enquanto não houver olhos humanos por trás delas, de forma que se possa intervir e coibir, elas continuarão sendo um atestado de inércia.
Ah, então é um assunto pra Prefeitura – simplificarão alguns. De fato, é por ali o caminho. Mas e o que fazem a respeito outras entidades representativas do município que teriam máximo interesse em que a cidade tivesse mais proteção?
Como um pensamento leva a outro, pergunto, a propósito, em que anda envolvida a CDL de Taquara? A que se dedica? Ou por que não se dedica? Alguém se dedicaria a responder? Nós dedicamos o espaço.

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