Sabem qual o problema atual do Facebook na visão de boa parte dos adolescentes e pré-adolescentes? Que ele é uma “fria”, uma “roubada”! Motivo? Simples: os pais, tios e professores de grande parte desses adolescentes também estão no Facebook! E obviamente que, esses jovens sabendo que seus parentes verão o que eles postarem, não escrevem e nem mostram tudo que gostariam.
Claro que a solução não tardaria a chegar: uma nova rede social. Que pode ser mais de uma, inclusive, desde que livres do “acompanhamento” familiar. Uma das redes que parece ser a nova tendência entre o público teen (jovens com menos ou em torno de vinte anos) é a “We Heart It”, cujo logotipo, atrativo, é apresentado com um coração (heart em inglês), imagem que também é usada para “marcar” as imagens que os usuários desta rede querem incluir na sua página pessoal dentro da rede. Simplificando, o “heartear” pode ser considerado equivalente ao “curtir” do Facebook. Esta rede também é bem mais dinâmica, pois não aceita comentários nas imagens, apenas “hearts” dos seus amigos. Para uma geração cada vez mais apressada, isto também pode ser uma vantagem, onde as manifestações se dão apenas pelas imagens postadas, sem muito lero lero. Quase 80% da audiência do We Heart It possui menos de 24 anos, ou seja, ainda está quase restrita aos jovens e muito jovens.
Uma boa notícia a respeito da We Heart It é que, apesar de a empresa estar localizada nos EUA, ela foi fundada por um brasileiro, o carioca Fabio Giolito. Os números surpreendem: tem uma comunidade global de mais de 20 milhões de visitantes únicos por mês, e vem crescendo na taxa de 1 milhão de novos usuários mensais. Recentemente, a empresa conseguiu captar U$ 8 milhões para ampliação de infraestrutura e pessoal. Para ter recebido um investimento deste porte, tem gente grande apostando muito no futuro desta nova rede social.
Mas irá o Facebook morrer com esta e outras iniciativas que surgem? Minha aposta é que não, ao menos tão cedo. O Facebook hoje é muito mais do que uma rede social, pois abrange marketing empresarial vigoroso, ferramentas de comunicação que em muitos casos substituem bem o e-mail e é fonte inesgotável de notícias. São mais de 76 milhões de usuários só no Brasil, uma força de comunicação e interação impressionantes. Mas a capacidade de o Facebook continuar atraindo jovens usuários é que tem preocupado seus administradores. Os jovens atuais migrarão para o Facebook quando ficarem mais velhos ou as novas redes irão incorporar os serviços que este público irá demandar com o passar dos anos? Em pouco tempo teremos as respostas! Mas uma coisa é certa: se você acha que, atualmente, estando no Facebook, está acompanhando “tudo”, isto já não é mais uma verdade. De minha parte, considero isto até bom e saudável.


