Moradores da rua Dezessete de Junho procuraram a reportagem relatando um problema que, literalmente, tirou-lhes o sono. Suas residências fazem fundos para o local onde a UPA está sendo edificada e, segundo a queixa, as chuvas desta semana causaram um desmoronamento de terra, que fez cerca de um metro de seus terrenos rolarem morro abaixo, levando um muro e uma cerca consigo.
Conforme explicaram Paulo Philereno, a esposa Mônica e a vizinha Marisa Gonzaga (foto), os moradores ouviram um forte som na noite de quarta-feira e, quando foram ver o que havia acontecido, notaram que parte de seu terreno cedeu. “Nossa primeira ação foi tentar ligar para a Defesa Civil, mas não nos atenderam. Então, ligamos para os Bombeiros que foram muito solícitos, logo chegaram e pediram que saíssemos de casa para evitar possíveis transtornos caso mais terra caísse”, explicou Paulo
Mônica afirmou que já estava com medo que o solo cedesse anteriormente. “Na semana passada, dia 15, mandei um e-mail para a Defesa Civil, explicando o caso e solicitando uma visita, mas não responderam e, muito menos, vieram vistoriar a obra”, relatou. “Outro ponto revoltante foi a atitude dos pedreiros. No mesmo dia, enquanto eu olhava cuidadosamente a situação do nosso muro um pedreiro gritou lá de baixo ‘cai ou não cai’, tirando sarro”, completou.
Os moradores afirmaram ter avisado a Defesa Civil ainda na manhã de ontem, que entrou em contato com a Prefeitura e repassou o recado de que a responsabilidade pela obra seria da empresa que esta realizando a obra. “O que mais nos incomoda é que ninguém nos procurou. Não disseram ‘iremos resolver, fiquem tranquilos’. O que nos resta é buscar uma resposta na Justiça”, disse Paulo.
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