IGREJINHA – É costume popular enfeitar a fachada das casas nas semanas que antecedem o Natal, empregando luzes e guirlandas. No município, porém, há duas casas que se destacam, atraindo a atenção dos passantes que, inclusive, levam seus filhos para fazerem fotos junto à decoração. Uma delas está no Centro e outra no bairro Figueira.
A residência do casal Luiz Carlos Arenhnardt, de 63 anos, e Sueli Marmitt, de 56, situa-se na iluminada esquina das ruas João Lourenço Schaefer e Gustavo Koetz. A decoração estende-se por todo o terreno, com luzes em formato de estrelas penduradas nas árvores e luzes envolvendo canteiros de flores e as colunas da fachada. Além de uma imensidão de detalhes, há também o “Papai Noel Gremista”, que, montado na bicicleta que Sueli usava para ir ao trabalho anos atrás, “está em direção à Arena”, brincou Luiz, fanático tricolor.
“Desde o início, nosso objetivo era resgatar o espírito do Natal, que está se apagando com o decorrer do tempo. O Natal é uma data ímpar, é tudo”, afirmou o funcionário público aposentado. “É de perder a conta de quantos carros param para ver a iluminação. Muitas famílias vêm para tirar fotos e algumas pessoas até pedem para entrar no terreno. Dia desses, teve uma menina que entrou e passou mais de meia hora correndo de um lado para o outro, tirando fotos, se encantando com detalhes”, comentou Sueli.
A nora da contabilista, Leilane Marmitt, o filho Anderson, o amigo Darci Kunz e os netos Christian e Vitória foram os responsáveis pela decoração. A equipe começou os trabalhos no dia 28 de novembro e até agora se dedicam, sempre instalando alguma luz ou item novo. Leilane, Anderson e Darci também trabalharam na decoração da casa de Maria Eclair Hunsche, de 58 anos, situada na rua Anita Garibaldi, bairro Figueira.
Apesar do pouco espaço físico, limitado pela largura do terreno, a decoração encanta a quem passa pela casa. Há praticamente um labirinto de papais-noeis, semeados por entre canteiros, floreiras, árvores e grades. Além de luzes, que contornam os principais traços da casa, sobre a residência há um grande Papai Noel, avisando ao longe que aquele é um lar iluminado.
“Sou natural de Teutônia, cidade de forte presença alemã e onde decorar as casas para o natal é um costume, por isso enfeitar o local onde moro é uma tradição para mim”, contou a mãe espírita, como é conhecida. “Sabe, montar tudo e depois ficar olhando cada detalhe é bom demais. É algo que me deixa verdadeiramente feliz, que faz bem para minha aura, que me faz tão bem que é difícil de definir”, brincou Maria.
Para montar toda a decoração, foram investidos aproximadamente R$ 7 mil, e no bolso também pesa a conta de luz. Apesar disto, para Maria, tudo vale a pena. “O Natal é uma data especial e é triste as pessoas perderem o hábito de decorar suas casas, nem que seja com uma guirlanda. Eu acredito que se não temos um Natal bom, celebrado com pessoas que gostamos, com a família reunida, o ano seguinte também não será bom. Acredito que há, sim, uma ligação entre o Natal e o próximo calendário”, afirmou Maria que, todas as noites, deixa as luzes da casa acesas e um CD rodando com canções natalinas, para que os passantes possam compartilhar do mesmo amor pela data que marca o nascimento de Jesus.
Matéria publicada na edição especial de 20 de dezembro do Panorama.
Texto e fotos: Guilherme Augusto


