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Em média, 7,5% dos resíduos gerados em Taquara seguem para reciclagem

Todo o lixo doméstico produzido em Taquara é encaminhado para a Usina de Moquém, que recebe cerca de 800 toneladas

Todo o lixo doméstico produzido em Taquara é encaminhado para a Usina de Moquém, que recebe cerca de 800 toneladas de resíduos ao mês. Apenas 7,5% são reaproveitados, de acordo com o presidente da Cooperativa de Reciclagem e Limpeza de Taquara LTDA., Adilson Rodrigues, responsável pela Usina. Este valor representa 60 toneladas do total. O restante segue para o aterro sanitário de Minas do Leão.

 

O grande problema dos resíduos recebidos na Usina, segundo Rodrigues, é a mistura entre lixo seco e orgânico ou rejeitos. “Se viesse separado, muito mais material seria reciclado. Mas as pessoas não separam”, lamenta. Ele lembra que, ao ser misturado com o orgânico ou úmido, o lixo seco torna-se inutilizado. Outra dificuldade apontada pelo presidente diz respeito a estrutura da Usina. Ele argumenta que há a necessidade de aumentar o espaço físico para armazenar mais resíduos. Em alguns casos, por falta de local apropriado disponível, o lixo chega à unidade e é despachado diretamente para o aterro sanitário, sem passar pela triagem.

 

Se houvesse cuidados na separação do lixo seco e orgânico, o comandante da Polícia Ambiental de Taquara, primeiro sargento Luiz Fernando da Silva Quevedo, acredita que haveria uma redução de até 70% no envio de materiais inutilizados para aterros. “Quem paga pela falta de cuidados no descarte é a própria população, pois a administração acaba investindo para corrigir isto”, expôs, reforçando a obrigação de sensibilizar a sociedade sobre a necessidade do descarte correto.

 

Quando realizava o curso técnico em Meio Ambiente, na Unipacs, em dezembro de 2013, o comandante fez uma análise dos resíduos sólidos recebidos pela Usina de Moquém. Desta pesquisa, observou que cada morador de Taquara gerava aproximadamente 12 quilos de lixo ao mês. Ele levou em consideração a quantidade de resíduo produzido em 30 dias, cerca de 670 toneladas naquela época, e dividiu pelo número de habitantes – atualmente, 57.072 moradores, de acordo com estimativas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

 

Lixo seco é altamente reaproveitável

 

Os resíduos sólidos reaproveitáveis são conhecidos por lixo seco. Integram este grupo os diferentes tipos de plásticos (garrafas PET, sacolas, embalagens), metais, papéis e papelão, alumínio, vidros, entre outros. O restante é material orgânico (como casca de frutas e folhas) ou rejeito (papel higiênico ou com gordura, tocos de cigarro). O comandante da Polícia Ambiental de Taquara, primeiro sargento Luiz Fernando da Silva Quevedo, reforça a importância em não contaminar o lixo reciclável. “A partir do momento em que separo o lixo seco do orgânico, todo o seco é aproveitável”, destaca.

 

Quevedo chama a atenção para o descarte correto de pilhas, baterias, lâmpadas, pneus, óleos e produtos eletrônicos. Estes materiais não devem ser colocados no lixo comum. É obrigação do comércio fazer o encaminhamento correto, assim como o descrito na Lei 12.305 de 2010, sobre Logística Reversa, como lembra o sargento. “É importante guardar a nota. Se eu for à loja e provar que comprei lá, está especificado em lei federal o recebimento do produto”, reforça.

 

Móveis como sofás, fogões, mesas e pias são, em alguns casos, abandonados em locais impróprios, bem como todo tipo de resíduo. Segundo Quevedo, isto é crime ambiental e pode resultar em prisão de um a quatro anos, multa entre R$ 5 mil a R$ 50 milhões para os intransigentes e responder civilmente pelos danos causados, tendo o incriminado que reparar ou compensar o meio ambiente. Denúncias em Taquara podem ser feitas através dos números 3541-1246 ou 190.

 

Matéria especial publicada na edição impressa de 19 de dezembro do Panorama.
Texto e foto: Cristiano Vargas 

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