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Dirão demitiu todos os secretários e 95% dos CC’s de Rolante

ROLANTE – Num momento de crescimento econômico quase nulo em todo o Brasil, as dificuldades financeiras começam a chegar na

ROLANTE – Num momento de crescimento econômico quase nulo em todo o Brasil, as dificuldades financeiras começam a chegar na conta das prefeituras. Em Rolante, o prefeito Ademir Gonçalves (Dirão) confirmou ao Panorama, na semana passada, uma medida tomada ainda no final de dezembro. Ele demitiu todos os oito secretários municipais e 95% dos ocupantes de cargos de confiança. Por enquanto, Dirão está tocando a administração municipal com os funcionários concursados e se desdobrando com o seu vice, Régis Zimmer (Geada), na manutenção dos serviços.

 

O prefeito disse à reportagem que a situação financeira continua delicada. No primeiro repasse deste ano, o Fundo de Participação dos Municípios (FPM) chegou com uma queda de 31%. Segundo Dirão, isso ocorre em decorrência da diminuição na atividade econômica do País, que impacta na arrecadação federal, responsável pela formação do FPM, que é, costumeiramente, a principal fonte de receita das prefeituras. O chefe do Executivo destacou que a situação não é única de Rolante e vem sendo demonstrada por outras prefeituras do Estado. A dificuldade de repasses do governo do Estado também preocupa o prefeito.

 

Com isso, segundo Dirão, não poderia correr o risco de paralisar serviços essenciais à comunidade rolantense, bem como causar problemas ao esforço de manter a cidade organizada e bem cuidada. O prefeito explicou que, ainda em dezembro, reuniu todos os seus secretários e os ocupantes de cargos em comissão, explicitando a situação difícil de caixa. Segundo Dirão, todos entenderam o momento e não houve qualquer complicação política decorrente da exoneração coletiva. O prefeito acrescentou que, neste período, a administração está mantendo atendimento reduzido à comunidade, das 8 às 12 horas. Na parte da tarde, ocorre expediente interno, com os funcionários de carreira, de forma a dar conta dos procedimentos burocráticos da administração.

 

Dirão não pretende manter sua administração sem secretários ou cargos de confiança, mas explicou que haverá uma adequação nos postos a serem preenchidos. Nos cargos de secretários, por exemplo, das oito funções, serão retomados apenas quatro cargos. Um deles voltou à atividade normal nesta semana, Jair Fleck, que reassumiu a Agricultura. Os demais secretários serão preenchidos ainda em fevereiro. O mesmo acontecerá com os ocupantes de cargos de confiança. Do total de demitidos, cerca de 40% dos postos deverá ser preenchido novamente, assim que for melhorando a situação financeira da prefeitura. O prefeito não soube precisar o montante economizado com a demissão dos funcionários.

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