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Alíquota de imposto para empresas prestadoras de serviços ficará em 3% em Taquara

Na edição impressa de 13 de março, Panorama publicou, na coluna Caixa Postal 59 (página 2), texto de autoria do

Na edição impressa de 13 de março, Panorama publicou, na coluna Caixa Postal 59 (página 2), texto de autoria do contabilista Lori Sita Fagundes, questionando o aumento de 2% para até 5% da alíquota do Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISSQN) em Taquara. A majoração foi aprovada no final do ano passado, inserida na reformulação do Código Tributário Municipal. Divulgado nas redes sociais, o texto de Lori repercutiu em Taquara e gerou uma forte contrariedade, com várias pessoas condenando o aumento de impostos. Na semana passada, a Prefeitura e os vereadores anunciaram que adotarão um meio termo, recuando na proposta de aumento. A alíquota ficará em 3%.

 

O anúncio foi feito na quarta-feira (dia 18), após uma reunião do prefeito Tito Lívio Jaeger Filho com os vereadores. Depois, o prefeito e os parlamentares que participaram do encontro concederam entrevista conjunta ao Panorama, onde explicaram as modificações. Segundo Tito, o foco da mudança feita ainda no final do ano passado nunca foi o aumento de impostos, mas sim de corrigir distorções existentes no Código Tributário Municipal, uma lei que estava em vigência desde 1977. De acordo com o prefeito, todo o código foi reformulado, e algumas alíquotas foram modificadas, visando a adequação de Taquara à realidade dos demais municípios. O prefeito ainda destacou que o trabalho teve como objetivo promover a justiça tributária, onde empresas que têm faturamento maior acabam pagando mais imposto, o que não vinha acontecendo em alguns casos.

 

Mesmo assim, levando em conta o atual momento da economia do Brasil, num cenário de recessão e com aumento de outros custos, principalmente impostos do governo federal, Tito firmou com os vereadores o compromisso de manter em 3% a alíquota do ISSQN para este ano. Com isso, um projeto de lei foi enviado à Câmara de Vereadores, sendo aprovado ainda na tarde de quarta-feira, em sessão extraordinária autoconvocada. Tito fez questão de frisar que não houve qualquer ilegalidade no projeto aprovado pelos vereadores anteriormente, bem como a matéria não tinha como foco o aumento de impostos, mas sim uma readequação do Código Tributário à realidade. Inclusive, segundo o prefeito, a mudança reagiu a apontamentos feitos pelo Tribunal de Contas, que vinha questionando a Prefeitura em relação à possível renúncia de receita, devido à desatualização da legislação tributária.

 

Tito e o secretário de Gestão, João Carlos de Moura, avaliaram que houve muita desinformação em Taquara em relação a este assunto, pela maneira como foi divulgado nas redes sociais. Eles frisaram, por exemplo, que muitos lojistas ficaram apreensivos, achando que pagariam mais impostos. Contudo, destacaram, o ISSQN não abrange o comércio e a indústria, sendo pago apenas por empresas prestadoras de serviços e profissionais liberais. Além disso, de acordo com o prefeito, o imposto é cobrado apenas das empresas que não estão enquadradas no Simples, o que abrange um universo de 5% das prestadoras de serviço de Taquara.

 

Para frisar que a intenção da administração municipal não foi a de aumentar impostos, Titinho disse que um deles teve diminuição. Citou o Imposto Sobre Transmissão de Bens Imóveis (ITBI), que teve alíquota reduzida para 2% (antes era 2,5%). Além disso, o secretário Moura disse que foram cortadas taxas anteriormente cobradas, como para abertura, fechamento e alteração de cadastro de empresas. Ainda segundo Tito, com a alíquota de 3%, Taquara continuará tendo um dos menores valores da região no ISSQN.

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