Geral

Advogado taquarense foi morto por vingança, diz polícia

RIOZINHO – A Polícia Civil concluiu, nesta semana, o inquérito referente à morte do advogado taquarense Atalício Alfredo de Souza,

RIOZINHO – A Polícia Civil concluiu, nesta semana, o inquérito referente à morte do advogado taquarense Atalício Alfredo de Souza, 72 anos, e seu filho Élbio Pereira de Souza, 40 anos. Eles foram assassinados no sítio da família, no interior de Riozinho, na véspera do Natal em dezembro passado. No último dia 11, foi preso um segundo suspeito do crime, de 27 anos, cujo nome não foi confirmado pela Polícia Civil. Com ele, foi encontrada uma pistola calibre .380 que foi usada no duplo homicídio.

 

Segundo a delegada regional Elisângela Melo Reghelin, que responde pela DP de Riozinho, o preso teria colaborado com o seu irmão, caseiro do advogado Atalício, que já está preso. A investigação se estendeu por cerca de três meses e, segundo a Polícia, contou com todas as modernas ferramentas de apuração, incluindo a interceptação telemática (dados de internet). A delegada explica que, através destas investigações, foi possível conferir a participação decisiva do irmão do caseiro na ocultação da principal prova do crime: a arma empregada no duplo homicídio, que foi apreendida quando este se preparava para vendê-la por R$ 2,5 mil. A arma estava registrada em nome do filho de Atalício, que a escondia na propriedade do pai. De acordo com a investigação, somente uma pessoa muito próxima saberia o esconderijo. A Polícia apurou ainda que a pistola, após utilizada, foi recolhida pelo irmão do caseiro.

 

“É bastante evidente que o caseiro, após ter trabalhado para o advogado, entre 2008 e 2010, tenha retornado agora somente para matá-lo. Em 2010, o advogado foi investigado por posse ilegal de armas de fogo e imputou ao caseiro a propriedade das armas, tendo este sido preso. O caseiro já era foragido de Santo Ângelo, onde respondia pela morte de duas pessoas. Ele voltou para vingar-se, já que não seria o proprietário daquelas armas e, duas semanas antes do crime, buscou novamente trabalho na propriedade rural do advogado, já com o propósito assassino. O irmão dele tentou auxiliá-lo a garantir a sua impunidade, escondendo a arma de fogo utilizada em sua própria casa e, depois, tentando vendê-la”, relatou a delegada Elisângela.

 

Segundo a Polícia, o irmão do caseiro encontra-se preso pela posse ilegal de arma de fogo, e teve prisão preventiva decretada pela cooperação no homicídio. O caseiro também segue preso preventivamente por decisão da Justiça.

Leave a Reply