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Ruas Tristão Monteiro e Júlio: alterações seguem indefinidas em Taquara

Na quarta-feira, o Centro Índio Brasileiro Cesar recebeu a audiência pública que debateu a terceira etapa das mudanças de trânsito

Na quarta-feira, o Centro Índio Brasileiro Cesar recebeu a audiência pública que debateu a terceira etapa das mudanças de trânsito na área central de Taquara. Em pauta, estavam alterações no fluxo das ruas Tristão Monteiro e Júlio de Castilhos. Cerca de 150 pessoas comparecem ao encontro, com duração de aproximadamente três horas.

 

Representada pelo secretário de Segurança e Trânsito, Paulo Möller, a Prefeitura expôs a seguinte proposta: o fluxo que vem da ERS 115 pela Tristão Monteiro seguiria em mão dupla até a esquina com a Henrique Bauerman (onde há o Supermercado Müller). A partir dali, seria mão única até a rótula que antecede a Prefeitura, onde os veículos desceriam pela Júlio de Castilhos. Do outro lado, os condutores que ingressam na Tristão pela avenida Sebastião Amoretti seguiriam em mão única até a Praça Marechal Deodoro, onde também desceriam pela Júlio, que teria seu sentido invertido até o Colégio Santa Teresinha. Em paralelo, a EGR reposicionaria a sinaleira da ERS-115 que dá acesso ao centro, possibilitando a entrada por ruas como a Pinheiro Machado. O prefeito Tito Lívio Jaeger Filho marcou presença no início do encontro, dizendo entender que mudanças no trânsito são necessárias para melhorar o tráfego em Taquara. Falando na condição de cidadão taquarense, disse, porém, que as alterações propostas por seu governo na Júlio e Tristão são radicais e, por isso, não concorda com elas.

 

Iniciando a discussão, Paulo lembrou outras mudanças relacionadas que, segundo sua opinião, também foram polêmicas, mas de suma importância para o município, como a transposição da rodoviária para a ERS-020. “Hoje, a Tristão Monteiro não é mais uma via urbana, apenas uma ligação entre as ERS’s 115 e 020. O que queremos é devolve-la à comunidade como via urbana. Para isso, redistribuiríamos seu tráfego para outras ruas paralelas”, argumentou, defendendo as mudanças.

 

Os presentes concordaram que mudanças são necessárias, devido ao intenso movimento, mas a proposta da administração foi alvo de críticas. Cláudio Rocha, advogado, ex-vereador e ex-comandante da Brigada Militar, por exemplo, afirmou que jogar fluxo da Tristão para dentro do Centro é uma atitude incoerente, devido à falta de estudos elaborados por técnicos sobre as medidas. Também afirmou que caberia à prefeitura proibir o trânsito de veículos pesados, em parceria com Brigada Militar, que seria responsável pela fiscalização. Baseado na intenção de reduzir o fluxo na Tristão, sugeriu que a mesma simplesmente fosse mão única entre a Henrique Bauerman e Sebastião Amoretti, mas em um único sentido por todo o trecho e sem acarretar mudanças na Júlio.

 

Ricardo Neumann, diretor da Citral, afirmou que todos os dias são realizadas 140 viagens pela empresa via Tristão Monteiro, e que 700 mil pessoas trafegam por ali mensalmente, apenas na linha Taquara-Parobé no circular. “É uma questão complexa. Minha sugestão é fazer um estudo técnico, elaborado por profissionais, para apontar qual a melhor alternativa. Não adiantaria simplesmente tirar o tráfego da Tristão e jogá-lo para outra via, como a Marechal Floriano, pois o problema voltará a se repetir”, afirmou.

 

Finalizando a audiência, ficou decidido que será elaborado um projeto de lei regulamentando o trânsito de caminhões pesados na Tristão Monteiro, e que o mesmo será apresentado em uma nova audiência, prevista para ocorrer em cerca de 30 dias. Posteriormente, o projeto será encaminhado para aprovação na Câmara de Vereadores. Sobre as mudanças na Júlio e Tristão, será formado um conselho com alguns dos presentes, para discutir as alterações, que ainda deverão ser apresentadas em novas audiências públicas. Por enquanto, não há prazo para qualquer mudança.

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