IGREJINHA – Desde março, sorrisos passaram a circular por corredores e alas do Hospital Bom Pastor, através do Plantão da Alegria. Nele, voluntários vestem-se de palhaços e doam um pouco de seu tempo para integrarem atividades de recreação terapêutica com pacientes, levando músicas, histórias, teatro e outras manifestações de arte, aos leitos.
A ação foi divulgada em fevereiro e iniciou no mês seguinte, pela pediatria. Com o bom resultado, a casa de saúde já estendeu os atendimentos para as internações de adultos e estuda, ainda, expandir para outras alas. Atualmente, cerca de 40 pessoas, divididas em oito grupos, participam das atividades. Cada grupo atende em dias e horários específicos, desta forma, há atendimentos durante toda a semana e em todos os turnos.
“O Plantão tem sido um sucesso, e o resultado pode ser visto tanto no rosto dos pacientes como no ambiente de trabalho, pois até os funcionários do hospital estão mais alegres. Já na primeira semana de atividades, a mãe de uma menina de oito anos, que estava internada no hospital, nos enviou um depoimento escrito, elogiando a iniciativa e falando dos benefícios que notou em sua pequena. A menina saiu daqui sorridente e com balões, parecia estar saindo de uma festa infantil e este é nosso grande objetivo: mudar aquela visão negativa, de que o hospital é um lugar ruim, de doenças e mostrar que é um ponto onde há pessoas comprometidas com as outras, e onde pode haver alegria”, comentou a assessora de imprensa do Bom Pastor, Renata Ghiggi.
O Plantão é promovido pelo Grupo de Humanização Hospitalar do Hospital Bom Pastor e mantém sempre abertas as inscrições para que novos voluntários ingressem no time. “Basta nos procurar. Então fazemos um pequeno treinamento, para traçar o perfil daquela pessoa e ver em quais tipos de atividades ela se enquadrará melhor, como música, teatro ou artesanato. Isto é interessante, pois cada grupo tem suas características, adaptando-se melhor a determinado público e horário. Depois da inscrição e treinamento, vamos chamando os voluntários conforme é necessário”, explicou Renata.
Encanto nas bolhas de sabão
Na manhã de quarta-feira (22/04), a reportagem acompanhou a visita de um grupo à pediatria. Na ocasião, o Hora da Alegria (cada grupo se autodenomina – há também o Rosa Pink, Arteiros de Plantão, Lego) divertiu quatro crianças, enquanto elas estavam internadas. Além de brincadeiras com balões, os pequenos se encantaram nas bolhas com sabão. “Estudo Psicologia na Faccat e sei dos benefícios que estas atividades trazem para as crianças. Faz bem para elas e para nós também, pois este contato deixa nossos dias mais positivos”, disse a voluntária Graciane Parreira, 50 anos.
Ângela Rohr, 54 anos, também voluntária, disse que poder desempenhar este trabalho é uma antiga realização. “Era um sonho meu. Eu via em outros lugares e me perguntava porque aqui não tinha. É bom demais participar. Se eu pudesse, vinha todos os dias. Espero que outros hospitais da região adotem a ideia”, comentou. “Aqui ajudamos os outros, passamos alegria, é muito gratificante. Os adultos também gostam muito das atividades, de conversar, ouvir música e contar suas próprias histórias”, complementou Vilsandrine, de 32 anos.


