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Entidades se destacam em acessibilidade com pisos táteis em Taquara

Quem trafega pelo Centro de Taquara, nota – e sente nos pés – os contrastes entre as calçadas existentes em

Quem trafega pelo Centro de Taquara, nota – e sente nos pés – os contrastes entre as calçadas existentes em residências e entidades, algumas em bom estado, outras deixando a desejar. O tema, inclusive, é apoiado pelo Panorama em ação realizada pela “Frente Feminina por uma cidade melhor”. Alguns locais, porém, andam na contramão da deterioração, investindo em qualidade e acessibilidade.

 

A escola Dorothea Schäfke e o Sindicom (Sindicato dos Empregados do Comércio de Taquara) se destacam nas ruas Pinheiro Machado e Alfredo Kraemer, onde estão situados, respectivamente. Além de um espaço amplo, seguro e bonito, Dorothea e Sindicom investiram em pisos táteis e rampas, priorizando a acessibilidade, principalmente de pessoas com deficiência, seja visual ou física. Na Júlio de Castilhos, destaca-se a Cics-VP, que também possui os pisos defronte sua fachada.

 

Pisos táteis são faixas em alto relevo fixadas no chão para fornecer auxílio na locomoção. Aderentes, de medidas e características padronizadas, e localizadas na área central das calçadas, elas conduzem a caminhada. Nas faixas, os símbolos em relevo em forma de pequenas esferas alertam para um desnível (como uma rampa), e em listras são condutores, mostrando qual o caminho a ser seguido.

 

No Dorothea, as calçadas foram reformadas no início de 2015, preparando a escola para o ano letivo. Segundo a diretora Simone Weber, uma lei federal de 2008 dispõe sobre acessibilidade em locais públicos, e a instituição de ensino a acatou. “A lei nos pede e precisamos dar exemplo para nossos jovens. Formá-los pelo exemplo, e por estarem em um local que preza pela inclusão”, comentou a diretora.

 

No educandário, as melhorias na calçada, que se estende por cerca de 120 metros, contornando todo o prédio, fazem parte de um projeto maior. “Enfrentando as dificuldades impostas pelo fato de estarmos em um prédio antigo, temos um projeto de acessibilidade que envolve toda a escola. Além da calçada, fizemos melhorias na recepção, com banheiro para cadeirantes; dois banheiros para cadeirantes dentro da escola (um para cada sexo); rampas nos acessos à escola; e recuamos pontos em algumas paredes para ampliar a área de passagem, facilitando o tráfego de cadeirantes. Continuaremos investindo em acessibilidade e segurança”, enfatizou Simone.

 

Há cerca de dois quilômetros dali, Silvana Maria da Silva, presidente do Sindicom, explicou que no sindicato as obras foram realizadas em 2012. “Sentimos a obrigação social de fazer a nossa parte, no que diz respeito à acessibilidade. Acreditamos que se cada um fizer a sua, teremos uma realidade, uma cidade muito diferente, com calçadas e acessos para todos”, comentou.

 

Outro fato que incentivou a melhoria, substituindo as antigas calçadas por rampas e pisos táteis, foi a presença da Escola de Educação Infantil dos Comerciários e Particular, situada ao lado do sindicato. “Por causa da escola, e de estarmos sempre envolvidos em movimentos sociais, sentimos ainda mais a necessidade de investir em acessibilidade. Algumas pessoas dizem que não há porque investir nisto, pois poucas pessoas são beneficiadas. Nós acreditamos no contrário, pois vemos poucas pessoas com deficiência nas ruas justamente por elas enfrentarem dificuldades para trafegar em nossas ruas e calçadas. Esperamos, através do exemplo, motivar outras entidades e empresas a se conscientizarem e investirem nestes acessos, pois ainda são poucas as calçadas com acessibilidade para deficientes”, afirmou a presidente.

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