Geral

Prefeitura de Taquara tenta evitar construção de casas em área que sofre com cheias

Atendendo convocação do vereador Adalberto Lemos (PDT), a Câmara de Vereadores de Taquara realizou, na segunda-feira, reunião para tratar da

Atendendo convocação do vereador Adalberto Lemos (PDT), a Câmara de Vereadores de Taquara realizou, na segunda-feira, reunião para tratar da situação das obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) no bairro Empresa. No encontro, a Prefeitura informou que faltam 12 imóveis para que seja possível dar início à segunda etapa das casas, que preveem mais 80 unidades. Contudo, a principal revelação da reunião foi a necessidade de realocar 63% destes imóveis, uma vez que, pelo projeto original, seriam construídos em terrenos que sofrem com cheias do Rio dos Sinos.

 

A reunião contou com a presença dos secretários municipais de Planejamento, José Inácio Wagner, e de Gestão e Orçamento, João Carlos de Moura. Os dois explicaram que as obras do PAC possuem uma série de problemas relacionados a projetos, todos eles confeccionados pela administração anterior de Taquara, que realizou a licitação. Segundo Inácio, a construção das 170 casas foi dividida em dois lotes. O primeiro deles, em andamento, prevê 90 imóveis, sendo que faltam 12 para serem concluídos, na rua Chile. Nestas casas, a Prefeitura sofreu atrasos por conta de uma invasão, ocorrida no começo de 2012 e que levou seis meses para ser resolvida, bem como os muitos atrasos em repasses do governo federal. “Desde a metade do ano passado, não recebemos verbas da União para os projetos em andamento”, comentou o secretário Moura.

 

Mesmo assim, neste começo de ano, segundo os secretários, o governo federal remeteu verbas, e as obras estão sendo encaminhadas para finalização. Além disso, foram resolvidas outras pendências dos projetos, como a falta de rede de água e luz, que, segundo Inácio, não estavam previstas. Quanto às demais obras que envolvem os projetos do PAC, de construção de pontes e pavimentações, o secretário Inácio informou que seguem o cronograma normal.

 

A maior preocupação da Prefeitura, agora, é com a construção da segunda etapa de residências do PAC, com as 80 unidades restantes. Destes imóveis, 51 deles estão previstos para construção na rua Lima, uma das vias que sofre com cheias do Rio dos Sinos. Contudo, o secretário Inácio informou que não será dada autorização pela Prefeitura para a construção dos imóveis nas atuais condições. Algumas das casas sofrerão readequações de projeto, a fim de que os alagamentos sejam evitados, e outras deverão ser realocadas em outro local. Inácio disse que a solução está bem encaminhada pela Prefeitura, mas evitou revelar qual será o caminho a ser adotado pela administração municipal.

Leave a Reply