TAQUARA – Nesta semana, a reportagem conferiu o trabalho realizado pela SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) de Taquara, que também atende Parobé. Mensalmente, são realizados aproximadamente 200 atendimentos, com uma equipe de 36 pessoas, entre médicos, enfermeiros, técnicos em enfermagem e condutores. Os profissionais fazem, ainda, remoções do Hospital de Sapiranga.
Do total de casos atendidos, cerca de 40% contam com uma ferramenta que agiliza o processo de socorro: a motocicleta. Diariamente, das sete às 19 horas, a unidade taquarense do Serviço tem a sua disposição uma moto, cuja direção é dividida por três profissionais que se revezam em turnos. Para se tornarem condutores, eles passam por capacitações, sendo que a próxima ocorrerá em 22 de maio.
A moto, uma Yamaha XTZ Lander 250, atua principalmente em atendimentos de acidentes e paradas cardiorrespiratórias. “A vantagem da moto é sua agilidade. Em média ela chega à ocorrência três minutos antes da ambulância, mas este número pode subir até para cinco. Em casos graves, apenas um minuto já faz a diferença, podendo salvar uma vida”, destacou o médico Fábio Strauss, coordenador do Samu de Taquara.
O Serviço já existe há nove anos no município e também sofreu com cortes do governo estadual. “Inicialmente o projeto era custeado principalmente pelo governo federal, mas logo esta responsabilidade passou ao estadual. Entretanto, não recebemos os valores por cerca de cinco meses em 2014, e coube ao município pagar a conta. Quando a atual gestão assumiu o governo do Estado, disse que não pagaria débitos antigos tão cedo. Apesar desta dificuldade envolvendo repasses, a prestação do serviço não foi afetada e funcionou durante todos os dias de 2014, e tem operado perfeitamente este ano também”, enfatizou o coordenador.
Matéria publicada na edição impressa de 15/05/2015.


