PAROBÉ – A administração municipal anunciava, em novembro do ano passado, a instalação de uma base do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) na cidade. A unidade contava com uma ambulância de suporte avançado, equipada com UTI móvel pediátrica e adulta, vinda através da Força Estadual do SAMU. A comemoração da época era em razão do período que deveria ficar em Parobé: cinco anos, com a probabilidade de renovação de contrato após este tempo. No entanto, cinco meses depois de instalada, a base foi retirada pelo governo do Estado.
Os serviços à comunidade eram feitos por uma equipe formada por um condutor, um enfermeiro e um médico, durante 24 horas ao dia. O principal atendimento da equipe era com os acidentes de trânsitos ocorridos em rodovias, tornando os socorros mais ágeis e eficazes na proteção da vida das vítimas. As despesas com profissionais e manutenção dos trabalhos sairiam do bolso do Estado. Conforme destaca a diretora de Saúde Municipal, Maris Vilande, há um mês, o governo estadual decidiu cortar o serviço na cidade por falta de recurso para manutenção. “Era muito importante para o município. Quem perde somos nós.”
A base estava alocada em um prédio às margens da ERS-239, próximo ao viaduto de acesso ao bairro Alexadria. Hoje, o espaço está vazio. Os atendimentos da cidade voltam a ser de responsabilidade da base do SAMU de Taquara. No entanto, a diretora teme pela demora no deslocamento da unidade taquarense até Parobé. “Corremos o risco de perder o paciente.” O município também conta com auxílio da ambulância dos Bombeiros e do Hospital São Francisco de Assis. Contudo, Maris ressalta que a casa de saúde parobeense tem suas demandas, e esses atendimentos seria uma função a mais para ela. “O serviço é considerado essencial, pois a rodovia tem ligação com vários municípios e um movimento constante”, salienta, ao esperar que esta lacuna seja suprida o mais breve possível.
Matéria publicada na edição impressa de 15/05/2015.


