A Associação de Amigos do Museu da Tecnologia Harald Bauer (Museu do Cimol) está com nova diretoria desde a metade deste mês. Ana Lúcia Holmer Bauer Schweitzer assumiu a presidência da entidade mantenedora do Museu, que contém mais de três mil peças, oriundas do acervo recolhido por vários anos pelo mestre Harald Bauer, professor e primeiro diretor da Escola Técnica Estadual Monteiro Lobato (Cimol). O Museu tem projetos para a captação de recursos visando a sua manutenção, bem como para aumentar a visitação.
Além de Ana, outras 12 pessoas integram a diretoria da Associação. A direção do Museu fica por conta de Marcus Martins Bauer, filho do mestre Bauer, que conhece cada detalhe do acervo. Na terça-feira, Ana e Marcus concederam entrevista ao Panorama, falando sobre alguns planos para a condução do espaço. “Primeiramente, é uma honra assumir a presidência, bem como um orgulho”, pontuou Ana. Segundo eles, o Museu tem meio ano de atividades, e já recebeu cerca de 2,4 mil visitantes, principalmente estudantes.
A Associação trabalha com um projeto de manutenção, encaminhado ao Ministério da Cultura, que prevê a captação de recursos via lei de incentivo à cultura. Contudo, a busca destas verbas, neste momento, está dificultada, tendo em vista os reflexos da crise econômica pela qual passa o Brasil, que diminuiu o ritmo dos investimentos das empresas que disponibilizam o dinheiro em busca de abatimentos em parte do imposto de renda. A ideia com este projeto, segundo Ana e Marcus, é obter verba para a manutenção constante do Museu, bem como para a compra de um painel eletrônico, que seria destinado à publicidade, também como forma de arrecadar recursos para a manutenção da entidade.
Os dois dirigentes pontuaram que o Museu está aberto à visitação comunitária, não cobrando ingressos, apenas solicitando doações de quem desejar contribuir. Contudo, as visitas devem ser agendadas pelo e-mail [email protected] ou telefone 8275-9814, podendo ser feitas nos turnos da manhã, tarde e noite, bem como em finais de semana. Ana explicou que o agendamento se faz necessário porque o Museu não tem condições de arcar com os custos de funcionários, sendo que o atendimento aos visitantes é realizado por ela ou por Marcus Bauer. Além disso, em função do acervo, não é possível manter aberta a porta de acesso à instituição, na rua Ernesto Alves. A Associação, apesar de funcionar em espaço cedido pelo Cimol, tem direção e manutenção independente da escola técnica.
Nos últimos meses, o Museu recebeu visitantes de diversos municípios, principalmente estudantes. A ideia é justamente fomentar a visitação por parte de escolas, mediante divulgação do Museu. Também está em estudo parceria com excursões que passam por Taquara em direção à Serra Gaúcha, que poderiam incluir uma parada no espaço. “Temos um rico acervo, que conta a história da evolução tecnológica. Todos que chegam até aqui saem surpresos com a quantidade de itens que possuímos”, contou Ana. Além disso, uma notícia animou os dirigentes da Associação, com a contribuição recebida de uma moradora do Rio de Janeiro, que conheceu o Museu pela internet. A carioca colaborou com a doação de um multímetro antigo, hoje exposto no Museu para os visitantes conhecerem. Uma reportagem exibida pela RBSTV, no programa Jornal do Almoço, também contribuiu para gerar mais visitação ao Museu.
Também auxiliam com o funcionamento do Museu estudantes do Cimol. A escola inseriu em sua grade uma cadeira dedicada em função do espaço, em que os estudantes realizam pesquisas. Além disso, também é parceiro do Museu o Instituto Vitória, que cede profissional dedicado à limpeza do espaço.


