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Documentário busca promover reflexão sobre a realidade do lixo produzido em Taquara

Idealizado pela bióloga Natália Soares, coordenadora do curso técnico em Meio Ambiente da Escola Unipacs, o DVD contendo o documentário

Idealizado pela bióloga Natália Soares, coordenadora do curso técnico em Meio Ambiente da Escola Unipacs, o DVD contendo o documentário “O Caminho dos Resíduos em Taquara” será ofertado às escolas e instituições de Taquara, buscando conscientizar a comunidade sobre a triagem do lixo. Contando com apoio da Secretaria de Meio Ambiente, a iniciativa trabalhada pelos alunos da Unipacs monitorou os recursos hídricos do município, coletando dados sobre a separação do lixo, originando a gravação de um DVD.

 

Professora do curso de ciências biológicas da Feevale e atuando junto a um centro de educação ambiental em Igrejinha, Natália disse que a ideia surgiu a partir de problemáticas ambientais pouco trabalhadas nas escolas, buscando a mobilização através de ações práticas. De acordo com ela, a produção de um documentário sobre o tema é um antigo sonho. “Ano passado, durante a Semana do Meio Ambiente, compartilhei esta ideia com a vereadora Sandra Café e a bióloga Maria Alice Tedesco. Ambas apostaram nesta proposta e me auxiliaram na execução da mesma”, disse.

 

Segundo a bióloga, alunos monitoraram a coleta de lixo doméstico e a porcentagem de resíduo que é separado e comercializado para empresas de reciclagem, processo mostrado no DVD. “A próxima etapa, e a mais importante, será conseguir reunir os bairros da cidade, promovendo uma reflexão sobre a geração de lixo. É preciso mostrar aos moradores a realidade que temos em relação ao lixo, e fazê-los compreender que, a forma como separamos nossos resíduos em casa influencia diretamente os trabalhadores da Usina de Lixo de Moquém”, informou.

 

Outra questão que Natália destacou, é que, enquanto muitos municípios da região ainda não dispõem de um sistema de coleta seletiva, simplesmente misturando seus resíduos e encaminhando para aterros sanitários, onde os detritos ficam enterrados em valas por muitos anos, Taquara dispõe de um sistema seletivo que ainda é pouco aproveitado e otimizado pela população. “A população precisa se dar conta de que os trabalhadores da Usina precisam abrir cada sacola de lixo e separar os materiais secos dos molhados”, afirmou.

 

Segundo dados coletados pelos alunos envolvidos no projeto, através da Secretaria do Meio Ambiente de Taquara, em 2014, a central de triagem de resíduos do Moquém recebeu em média 26 toneladas de lixo por dia. Deste total, estima-se que apenas 8% são encaminhados para empresas que farão a reciclagem. O restante, cerca de 92% dos detritos coletados, são enviados para aterros sanitários.

 

Matéria publicada na edição impressa de 26/06/2015.

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