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Hospital de Parobé demite 20% dos funcionários

PAROBÉ – O Hospital São Francisco de Assis reduziu em aproximadamente 20% o quadro de funcionários efetivos da unidade. O

PAROBÉ – O Hospital São Francisco de Assis reduziu em aproximadamente 20% o quadro de funcionários efetivos da unidade. O corte é uma das medidas de contenção de gastos, que prevê equilibrar as contas da casa de saúde até o final deste ano. As dificuldades financeiras se intensificaram com o atraso nos repasses do governo do Estado à entidade parobeense.

 

As demissões iniciaram em abril, com o desligamento de 25 funcionários. Outros 22 colaboradores foram cortados em junho, totalizando quase um quinto dos 261 trabalhadores. A ação é vista com pesar pelo diretor do São Francisco, João Schmitt. “É muito doloroso até de nos acostumarmos com a ideia”, lamentou. O novo contrato firmado com o Estado este ano prevê uma redução de 15% no número de internações no município. A capacidade de baixa hospitalar passou de 400 para 340 ao mês. As reduções de 60 internações mensais também representam uma diminuição nos valores destinados à casa de saúde. O governo do Estado reduziu o número de exames de ressonância magnética, bucomaxilofacial, oftalmologia e otorrinolaringologia em Parobé. Não há previsão de quando a situação normalizará. “Não nos dão respostas concretas”, desanima a diretora de Saúde Municipal, Irene Borba.

 

As demissões aconteceram depois de a casa de saúde parobeense enfrentar problemas financeiros devido ao atraso nos repasses do governo do Estado. Somando os valores que ainda não foram pagos entre 2014 e 2015, o Executivo estadual deve mais de R$ 1,3 milhão ao hospital de Parobé. Para conseguir pagar a folha salarial dos médicos, a administração hospitalar contraiu empréstimos bancários. Ainda não foram pagos este ano os valores das cirurgias de média complexidade, repassados por meio do Fundo de Ações Estratégicas e Compensação (FAEC), do governo federal. Estão acumulados, aproximadamente, R$ 420 mil deste serviço. Não há perspectiva de quando os valores, tanto estadual quanto federal, serão saldados.

 

As dificuldades financeiras iniciaram a partir de novembro. Sem todas as verbas necessárias em dia, os pagamentos aos prestadores de exames não acontecem há dois meses. A dívida com todos os fornecedores se acumula há mais de 90 dias e passa de R$ 1,3 milhão. Além dos desligamentos, também estão ocorrendo cortes de gastos, de horas extras e readaptações de serviços. Com estas intervenções, espera-se que haja uma economia de aproximadamente R$ 95 mil ao mês. “Apesar da crise, desejamos equilibrar as contas até dezembro”, almeja Schmitt, ao lembrar que é possível, apesar de difícil, adaptar-se a este momento.

 

Matéria publicada na edição impressa de 03/07/2015.

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