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Novo sistema de consultas tem alterado rotina dos postos de saúde em Parobé

PAROBÉ – Quem chega à Unidade Básica de Saúde (UBS) Central se depara com uma cena pouco comum. Em vez

PAROBÉ – Quem chega à Unidade Básica de Saúde (UBS) Central se depara com uma cena pouco comum. Em vez de um grande número de pessoas aguardando por uma consulta, as cadeiras e corredores estão vazios. Isto porque desde o final do ano passado o município implantou um novo sistema de consultas. As fichas de espera foram substituídas pela agenda, que registra a data e hora de atendimento dos pacientes.

 

Os usuários dos postos de saúde marcam as consultas nas unidades de sua área. Futuramente, este serviço também poderá ser feito por telefone. O tempo de espera varia, mas, conforme garante a diretora municipal de Saúde, Irene Borba, não passa de duas semanas. Quase todos os atendimentos ocorrem através do agendamento. Casos urgentes ganham preferência. Cada médico atende 15 pacientes por turno. Destes, dez são para os agendados e outros cinco ficam para as consultas imediatas. “As pessoas não correm mais o risco de irem até o posto e não terem atendimento”, ressaltou.

 

Os pacientes passam pela triagem durante o agendamento e cabe à enfermeira orientar para a marcação ou o atendimento na hora, conforme a classificação de risco. Outra novidade é que os médicos terão acesso aos prontuários de cada paciente, podendo conferir o histórico de encontros dos usuários. “Com as consultas agendadas, não gera aglomeração de pessoas”, lembrou a enfermeira da Unidade Central, Larissa Moehlecke.

 

Desde janeiro, o posto do Centro (popularmente conhecido como Plantão) deixou de ser pronto atendimento e se tornou uma Unidade Básica de Saúde. Os atendimentos de urgência e emergência foram transferidos para o Hospital São Francisco, que recebe pacientes 24 horas pelo SUS. Anteriormente, eram atendidas cerca de 300 pessoas ao dia na UBS Central. Este número passou para 360 na semana. “A diferença está na qualidade das consultas”, pontuou a coordenadora da Atenção Básica, Janice Guasseli. Como reflexo, ela garante que o índice de internações encaminhadas ao Hospital São Francisco vem caindo.

 

Dona Cenilda de Fátima Otero Ochóa aguardou menos de cinco minutos para ser atendida. Dias atrás, ela havia passado no posto e agendado uma consulta no horário que melhor se encaixava em sua rotina. “Acho que melhorou. Antes eu vinha e tinha que esperar uma manhã inteira para ser atendida. Às vezes, nem conseguia ficha. Agora, não. Agora a gente vem na hora marcada e tem o atendimento”, aprovou, sendo chamada pelo médico em seguida.

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