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Assembleia cobra soluções das concessionárias para restabelecimento de energia elétrica

Em audiência pública realizada na semana passada na Comissão de Economia, Desenvolvimento Sustentável e do Turismo, as concessionárias no Estado

Em audiência pública realizada na semana passada na Comissão de Economia, Desenvolvimento Sustentável e do Turismo, as concessionárias no Estado foram cobradas pela demora no restabelecimento de energia elétrica após os temporais registrados em outubro. O deputado João Fischer, proponente da audiência, cobrou a apresentação de um plano de trabalho para que fatos como ocorridos recentemente, quando consumidores chegaram a ficar três semanas sem luz, não se repitam. “O Estado sofreu com temporais e grande incidência de raios, mas é preciso um trabalho de prevenção para que as respostas sejam mais rápidas e os efeitos sejam minimizados”, enfatizou Fixinha.

Os três dirigentes das concessionárias – Antônio Carlos de Oliveira, da AES Sul, Roberto Sartori, da RGE, e Paulo de Tarso Pinheiro Machado, do grupo CEEE – mostraram os planos de investimento que vêm realizando em suas áreas de abrangência, as melhorias projetadas nas linhas de transmissão, subestações e ampliação da rede. Os dirigentes atribuíram ao fenômeno El Niño os danos provocados na distribuição de energia.

O presidente da AES Sul admitiu que os prazos para restabelecimento não foram satisfatórios, mas que a empresa tem uma cultura de segurança que precisa ser seguida. “O Rio Grande do Sul foi atingido por chuvas intensas e ventos de mais de 130 quilômetros por hora. Sabemos que a nossa velocidade não é a desejada pelas comunidades, que têm pressa e cobram das concessionárias uma solução imediata”.

Para Fixinha, postes com estruturas comprometidas representam boa parte dos problemas em temporais. “Sabemos que muitos desses eventos são imprevisiveis e de dimensões muito grandes. Mas outros, são as chamadas crônicas de uma morte anunciada, ou seja, em dias de brisa e sol, postes apodrecidos caem e deixam sem energia centenas de consumidores”.

Tanto Roberto Sartori, presidente da RGE, quanto Paulo de Tarso Pinheiro Machado, da CEEE, apresentaram os procedimentos adotados durante os dias críticos gerados pelas tempestades. A RGE abrange a Região Metropolitana, Missões e Noroeste e conseguiu recuperar a energia para 83% dos seus clientes em apenas um dia. A CEEE enfrentou a severidade da situação na capital, onde até a rede subterrânea sofreu impacto, e nas ilhas do Guaíba.

ESCURIDÃO E PROTESTOS
As reclamações das comunidades vieram dos vereadores de Taquara, Sapiranga, Canoas, Santo Antônio da Patrulha, São Leopoldo, São Jerônimo e Novo Hamburgo, que também destacaram o descaso das equipes de manutenção em deixar ao longo das vias públicas os fios da telefonia. Munidos de fotografias, mostraram a devastação provocada pelos temporais e cobraram eficiência na religação da energia elétrica.

 

Ao final, o deputado João Fischer anunciou a formação de um grupo de trabalho com a participação do Ministério Público, concessionárias, Procon e Judiciário para a criação de um mecanismo legal capaz de atuar nesses momentos de crise, buscando atender às demandas da população. Também os deputados Jorge Pozzobom (PSDB), Marcel van Hattem (PP), Tiago Simon (PMDB) e Gilmar Sossella (PDT), fizeram intervenções no sentido de as concessionários melhorarem o serviço prestado. Da audiência participaram ainda o MP, Procon, Agergs, Famurs, e Corede Metropolitano.  

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