Geral

Polícia e Ministério Público investigam casos de adoção em Riozinho

A Polícia Civil confirmou, nesta segunda-feira, que está investigando casos de adoções com suspeitas de irregularidades em Riozinho. A informação

A Polícia Civil confirmou, nesta segunda-feira, que está investigando casos de adoções com suspeitas de irregularidades em Riozinho. A informação foi prestada ao Jornal Panorama pela delegada Elisângela Reghelin, titular da Delegacia de Polícia Regional de Gramado, que abrange Riozinho. Segundo ela, são cerca de 10 casos sendo investigados no município. 

 

A delegada informou que vários detalhes do inquérito não podem ser divulgados, uma vez que se trata de um caso envolvendo menores de idade e situações de adoção, que, por lei, tramitam em segredo de Justiça. Mesmo assim, adiantou que ainda não há conclusão da investigação, que terá diversas diligências anida a serem tomadas. 

 

Segundo Elisângela, nenhuma das famílias tinham procurado a Polícia Civil anteriormente para denunciar a situação. O inquérito foi instaurado a partir das notícias veiculadas na imprensa, no final do ano passado. "A gente está apurando caso a caso os fatos relatados, verificando se houve processo judicial e se houve algum tipo de irregularidade na adoção", informou a delegada. 

 

Nesta segunda-feira, o promotor de Justiça, Leonardi Giardin, informou à RBSTV, que exibiu matéria sobre o tema, que também está investigando o caso das adoções em Riozinho, a partir de alguns informes que o Ministério Público recebeu. Por meio de assessoria, o promotor disse ao Jornal Panorama que não tinha nada a acrescentar em relação ao que foi veiculado pela RBS. Segundo ele, a investigação ainda não está concluída e a divulgação de eventuais informações pode comprometer o inquérito. Na entrevista à emissora, o promotor disse que há alguns casos em que as adoções fugiram à normalidade e estão sendo investigados. 

 

A Prefeitura de Riozinho, em nota, afirma que, de 2007 a 2015, 16 crianças foram colocadas em famílias substitutas no município e que todos os casos foram acompanhados e autorizados pelo Ministério Público e Judiciário. No ano passado, esse mesmo assunto também tinha sido alvo de matéria da TV Record. 

Leave a Reply