O agravamento da crise política no Brasil, com a tramitação de um pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT), fez com que representantes de partidos políticos de esquerda, alguns membros de entidades e da sociedade civil, constituíssem o "Comitê do Vale do Paranhana pela Democracia e Contra o Golpe". O ato aconteceu no último dia 24, em Parobé. O comitê denuncia o que chama de um golpe o impeachment da presidente Dilma que está tramitando na Câmara dos Deputados.
"Jamais imaginei que, mesmo depois de aposentada, estaria na militância, mas a vida que eu ainda tiver dedicarei à causa da democracia", afirmou a professora Marisa Barth, militante do Cpers/Sindicato e filiada ao PCdoB. O deputado estadual Tarcísio Zimmermann (PT) chamou a atenção para a situação nacional, que considerou grave, e disse ser importante a "defesa do Estado Democrático de Direito". "Assim como o combate à corrupção, a luta pela democracia deve ser de todos e de todas", disse.
O prefeito de Parobé, Cláudio Silva, disse que "as instituições e os cidadãos devem ter acesso a julgamentos justos, caso contrário a barbárie será instalada no país". Já o presidente do Sindicato dos Sapateiros de Parobé e da Nova Central Sindical, João Nadir Pires, afirmou que os trabalhadores esperam mais do governo Dilma, mas que a entidade não apoiará o impeachment, que, na visão dele, significa precarização das relações de trabalho.
O presidente da Câmara de Vereadores de Três Coroas, Pedro Farencena (PT), se disse preocupado com a influência dos "grandes meios de comunicação" na sociedade. O Comitê marcou para esta quinta-feira a participação no Ato pela Democracia, em Porto Alegre, às 17 horas. Depois, os integrantes do órgão deverão constituir comitês municipais.


