A administração de Taquara recebeu, na quarta-feira, certificação de mérito do governo do Estado pelo índice obtido em relação à mortalidade infantil. O município ficou em primeiro lugar no ranking daqueles que têm entre 50 mil e 100 mil habitantes, com o menor coeficiente de mortalidade. O certificado foi entregue em cerimônia no Palácio Piratini pelo governador José Ivo Sartori e o secretário estadual de Saúde, João Gabbardo dos Reis.
O secretário municipal de Saúde de Taquara, Vanderlei Petry, representou a administração taquarense no ato e, em entrevista ao Panorama, comemorou o resultado. Segundo ele, o dado significa que, em 2015, Taquara não teve nenhum óbito entre as crianças nascidas vivas até elas completarem um ano. Em segundo lugar no ranking, ficou Farroupilha e, em terceiro, Canguçu. O governo gaúcho comemorou, na quarta-feira, o menor índice de mortalidade infantil da história do estado.
Petry atribuiu o resultado a várias ações tomadas pela Secretaria Municipal de Saúde, mas enfatizou a implantação do programa Estatégia de Saúde da Família (ESF). O secretário explicou que a ação dos visitadores ajuda a identificar eventuais gestantes e encaminhá-las à realização do pré-natal. Com o acompanhamento adequado da gestação, o risco às crianças é diminuído consideravelmente.
De acordo com Petry, hoje Taquara possui 13 núcleos do ESF, com um médico, um enfermeiro, um técnico de enfermagem e seis visitadores em cada um deles. Ainda com relação ao resultado, o secretário reforçou a atuação de outros programas, como o Primeira Infância Melhor (PIM), que tem oito visitadores, e o trabalho da própria Vigilância Epidemiológica.
Segundo Petry, a obtenção do resultado positivo na redução da mortalidade infantil, além de significar um avanço na melhoria da qualidade de vida da população, também poderá gerar mais recursos à Prefeitura. Isso porque o Fundo de Participação dos Municípios (FPM), principal mecanismo de transferência de receitas do governo federal às administrações municipais, leva em conta alguns indicadores, como o número de habitantes, a mortalidade infantil e a evasão escolar. Com o melhor resultado, a Prefeitura poderá ter um aumento de receita do FPM.
Matéria publicada na edição impressa do Panorama desta sexta-feira, dia 8 de abril.


