A Justiça de Taquara negou liberdade à advogada Mara Rozane Sarquiz, acusada de tentativa de extorsão ao prefeito de Riozinho, Airton Trevizani da Rosa. Ela foi presa na tarde de terça-feira, com uma sacola contendo cerca de R$ 100 mil em dinheiro. Ao negar a liberdade, o Judiciário também decretou a prisão preventiva da profissional, que será recolhida ao presídio.
A informação foi confirmada ao Jornal Panorama pelo advogado Ademir Campana, que está cuidando da defesa de sua colega. Segundo ele, nesta quinta-feira, pretende ingressar com um pedido de habeas corpus junto ao Tribunal de Justiça, tentando liberar sua cliente da prisão. A expectativa é de obter uma decisão do TJ até o final da tarde.
Mara vinha fazendo denúncias contra o prefeito de Riozinho, principalmente envolvendo supostas ilegalidades em adoções de crianças através do Conselho Tutelar. Mais recentemente, a advogada também denunciou possíveis irregularidades na eleição que estava sendo realizada pelo o Conselho Tutelar riozinhense, pleito que foi suspenso pela Justiça no final da semana passada.
Segundo Campana, Mara está bastante abalada com a situação, pois acredita ter sido vítima de uma armaçao. O advogado disse que quem ligava para a advogada era o prefeito de Riozinho e não ela que fazia telefonemas. Além disso, Campana diz que não faz sentido a alegação do prefeito de que não sabia do flagrante, até porque providenciou cópias das notas e colocou câmeras.
Além disso, o advogado disse que não faria sentido Mara extorquir o prefeito, pois as denúncias já tinham sido feitas e estavam sendo investigadas pelo Ministério Público, sem que fosse possível retirá-las de apuração. Sobre a alegação do prefeito de que notícias infundadas seriam divulgadas pela advogada via redes sociais, Campana questionou o fato de o chefe do Executivo não ter entrado com uma ação de danos.


