Uma ação da Delegacia de Roubos e Extorsões do Departamento Estadual de Investigações Criminais (DEIC) prendeu ontem (20) um grupo criminoso que praticava sequestros e usava o dinheiro dos resgates para o tráfico de drogas. No início de fevereiro, uma moradora de Parobé, de 62 anos, havia sido vítima do bando.
A mulher, que é esposa de um empresário, ficou por 44 horas refém dos bandidos e só foi liberada em Novo Hamburgo. Além da parobeense, os criminosos também sequestraram uma moradora de Campo Bom, em janeiro. O bando foi desarticulado através da operação “Indenização”, que realizou quatro prisões em Campo Bom e Novo Hamburgo. Um quinto participante do grupo foi apreendido durante a semana, em razão de envolvimento com outro crime.
Relembre o caso
O drama da mulher de 62 anos sequestrada em Parobé começou em uma terça-feira, dia 2 de fevereiro, e terminou com a liberação dela 44 horas depois, na quinta-feira, dia 4 daquele mês, após ter sido abandonada no bairro Lomba Grande, em Novo Hamburgo. A vítima e o marido estavam em casa no momento em que os criminosos armados invadiram a residência e renderam o casal.
O dinheiro do resgate foi deixado em uma mochila, às margens da ERS-239, próximo ao pedágio de Campo Bom. O valor foi recolhido pelos bandidos em um veículo Ceratto branco. A Polícia Civil prendeu, na época, dois homens e uma adolescente por suspeita de participarem do sequestro. A ação de ontem buscou desarticular de vez a quadrilha.


