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Família aguarda justiça pelo caso Andriely Rodrigues

O desejo por uma decisão da justiça pela morte de Andriely Rodrigues continua latente na família da vítima. Há três

O desejo por uma decisão da justiça pela morte de Andriely Rodrigues continua latente na família da vítima. Há três anos, no dia 30 de maio de 2013, a jovem, que então tinha 10 anos, foi atropelada por um carro próximo ao entroncamento da avenida Sebastião Amoretti com a ERS-239 e acabou não resistindo aos ferimentos.

A avó da jovem, Maria Elvira Rodrigues, também foi atingida pelo automóvel, ficou internada na UTI, precisou passar por cirurgias e faz acompanhamento psicológico e psiquiátrico contínuo. “Eu quero pedir justiça, foi uma vida que se perdeu”, protesta Elvira. A avó questiona a decisão do Tribunal de Justiça (TJ) do Estado, que acatou recurso da defesa de Fábio Edson da Rosa, acusado pelo atropelamento, e derrubou a realização de um júri popular. Fábio só parou seu carro após bater contra uma cerca, junto ao posto de combustíveis situado em fronte ao local do acidente.

A Justiça de Taquara tinha determinado a realização de júri popular para o acusado, em 2014. Porém, a defesa de Fábio ingressou com recurso no TJ, que foi analisado pelos magistrados da 3ª Câmara Criminal. O relator do caso, Diógenes Hassan Ribeiro, disse que as provas do processo são insuficientes para concluir que houve intenção de provocar o acidente. O magistrado argumenta que mesmo que Fábio tenha ingerido bebida alcoólica e conduzido o veículo, não significa que ele teve o objetivo de matar.

Para o relator, "por maior que seja a reprovação social, não é possível afirmar que, por conduzir seu veículo supostamente após a ingestão de bebida alcoólica, em velocidade excessiva, o acusado tenha assumido o risco e assentido com o resultado danoso". Por este motivo, Ribeiro determinou que o fato fosse desclassificado para outro crime que não o de competência de júri popular. O Ministério Público não recorreu da decisão. Fábio continua solto aguardando julgamento.

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