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Capela de Santa Rosa completa 150 anos de fundação

TAQUARA – As primeiras famílias de imigrantes ale­mães a chegarem à região trouxeram com a bagagem o espírito religioso e

TAQUARA – As primeiras famílias de imigrantes ale­mães a chegarem à região trouxeram com a bagagem o espírito religioso e a coo­peração. Juntos, construí­ram a capela em devoção à Santa Rosa de Lima, em 1866, conforme conta Tânia Maria Natus, 51 anos, mo­radora a poucos metros da igrejinha do bairro que leva o nome da padroeira sagra­da. Neste final de semana, a comunidade realizará o tradicional almoço de con­fraternização.

A história da capela re­mete ao século retrasa­do, quando os imigrantes europeus, principalmente os alemães, começaram a estabelecer residência na província de Mundo Novo – atualmente os municípios do Vale do Paranhana e Encosta da Serra. Todos os materiais usados na cons­trução, como a madeira e os tijolos, foram produzidos e trabalhados pelos próprios moradores. A imagem de Santa Rosa de Lima veio do Peru de barco até São Leo­poldo e depois transferida para Taquara, há cerca de 70 anos.

O prédio ainda recebe celebrações religiosas. As missas acontecem duas ve­zes ao mês, mas também são realizados batizados e casamentos dos morado­res da comunidade. An­tigamente, lembra Tânia, as missas eram feitas uma vez ao ano, já que o padre precisava vir de longe e as condições de locomoção eram precárias. Quando foi fundada a igreja matriz da Paróquia Senhor Bom Jesus, os eventos religiosos passa­ram a ser concentrados no Centro da cidade.

Uma grande reforma rea­lizada em toda a estrutura da capela garantiu a con­servação do templo para as próximas gerações. Tânia, que é catequista há mais de 30 anos e atualmente tam­bém é ministra da eucaris­tia, sempre teve curiosida­de pela história da pequena igreja. Ela nasceu e cresceu no bairro Santa Rosa, acom­panhando de perto as fes­tas e atividades realizadas pelos moradores em home­nagem à padroeira. “Havia um sentimento de trabalho comunitário”, relembra.

O Tríduo da padroeira co­meçou quinta-feira (18), com o Padre Élio Carlos Rossi, e seguiu ontem (19), com o Padre Everson Lino Rodrigues, e hoje (20), com o seminarista Gabriel, sempre às 20 horas. A festa da padroeira será domingo (21), com missa do Padre Sérgio Simon às 10 horas e almoço ao meio-dia no pavilhão de festas do bairro Santa Rosa. A partir das 14 horas, have­rá reunião dançante com a banda Veneza.

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