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Major nega tiros contra quartel da Brigada em Parobé

A madrugada foi de tensão em Parobé. Tiros e explosões assustaram a comunidade da área central. Bandidos fortemente armados explodiram

A madrugada foi de tensão em Parobé. Tiros e explosões assustaram a comunidade da área central. Bandidos fortemente armados explodiram três caixas eletrônicos do Banco do Brasil e, na fuga, dispararam contra os policiais. Durante o dia, estava sendo realizada a perícia na agência do banco, que teve sua parte frontal completamente destruída. O major Ailton Iaruchewski, comandante do 32º Batalhão de Polícia Militar, com sede em Sapiranga, mas responsável por Parobé, ressaltou, em entrevista ao programa Painel 1490, da Rádio Taquara, que não houve tiros contra o quartel da Brigada Militar. Segundo ele, a interpretação equivocada surgiu dos tiros que foram disparados contra os policiais. 

 

De acordo com o major, por volta de 3h30min desta terça-feira, os criminosos chegaram à agência do Banco do Brasil e prepararam o local para o ataque. Eles explodiram os caixas eletrônicos. Quando a Brigada tomou conhecimento e tentou se aproximar do local, foi surpreendida por miguelitos (pregos retorcidos) espalhados pelas ruas. Ao avistarem as viaturas, os bandidos revidaram e, com o armamento forte que possuíam, composto por fuzis, pistolas e revólveres de vários calibres, atiraram contra os policiais e fugiram. 

 

Segundo o major, a interpretação de que houve tiros contra o quartel surgiu de que as viaturas estavam próximas à sede da Brigada. "Por isso existe essa versão, mas, na verdade, eles atiraram contra os policiais que estavam na viatura", comentou o comandante. Segundo ele, pelo que se pôde deprender, no mínimo três carros participaram do ataque, mas não é descartado um quarto veículo, com cerca de 10 criminosos. Dois veículos, um Golf e um Idea, foram abandonados na ERS-020, em Taquara. O major acrescentou, ainda, que o ataque com explosivos se deu no Banco do Brasil, enquanto o Banrisul foi atingido por um disparo que estilhaçou a porta, ocorrido durante a troca de tiros dos bandidos com os policiais. 

 

O major comentou que, durante a madrugada e o início da manhã, efetivo de toda a região foi mobilizado nas buscas pela região, mas nenhum criminoso foi localizado. O comandante do Batalhão evitou divulgar o efetivo de serviço durante a madrugada em Parobé, alegando que se trata de informação interna da corporação. "Toda a vez que acontece esse tipo de episódio, repassamos os dados para os municípios vizinhos, para que possam auxiliar nas buscas. Não é a primeira vez que acontece, temos a nossa rede de informações, e procuramos sempre nos antecipar, mas, precisamos estar preparados para atuar nesse caso de delitos", finalizou o major Ailton.

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