O Departamento de Recursos Hídricos (DRH) da Secretaria do Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Sema) vai utilizar o estudo de caso da região de Rolante, atingida por temporais, para aprimorar o monitoramento de desastres no estado. A iniciativa integra a proposta da Política Estadual de Gestão de Risco de Desastres, desenvolvida pela Sema em parceria com a Defesa Civil e a Secretaria do Planejamento, Mobilidade e Desenvolvimento Regional.
Serão utilizados os resultados da visita técnica feita por autoridades ambientais ao município do Vale do Paranhana. Representantes da Sema, do Instituto de Pesquisas Hidráulicas (GPDN/IPH), da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e do Comando Ambiental da Brigada Militar mapearam esta semana as zonas vulneráveis a escorregamentos. O estudo também ajudará a determinar os critérios de instalação de pluviômetros na região das bacias suscetíveis.
Conforme o coordenador do Grupo de Pesquisa em Desastres Naturais do IPH, Masato Kobiyama, este tipo de incidente já ocorreu outras vezes e voltará a acontecer. Por este motivo, o diretor do DRH/Sema, Fernando Meirelles, enfatiza a preocupação com o tema. "O modelo de previsão de chuvas utilizado atualmente não conseguiu caracterizar perfeitamente o evento, que foi muito concentrado em poucos pontos", esclarece. Ele se refere ao alerta passado pela Sala de Situação da Sema à Defesa Civil, dois dias antes dos escorregamentos. A intenção é implementar os aprimoramentos ainda neste ano, adensando a rede com recursos disponibilizados pelo Banco Mundial.


