Há muito tempo me chama a atenção o espírito de solidariedade dos taquarenses. A forma como a comunidade se une em torno de causas sociais é algo que merece incontestável reconhecimento. São tantos os exemplos a lembrar, que certamente não conseguirei fazer justiça a várias das iniciativas recorrentes, e mesmo aos gestos individuais.
Para lembrar alguns exemplos: a forma como Taquara abraça a APAE e o Lar Padilha, e como no passado abraçou a Apromin; a dedicação da Embaixada Feminina de Amor pelo Hospital; as muitas iniciativas de Lions e Rotary; a dedicação do pessoal da Apata em abraçar voluntariamente a causa animal, não esmorecendo mesmo quando são incompreendidos por aqueles que lhes imputam todo bichinho desamparado; as Samaritanas no amparo às gestantes e aos recém-nascidos; a Faccat angariando doações no seu vestibular e em outras promoções; Alice Imóveis promovendo o Natal Ideal para um bairro inteiro, assim como tantas outras empresas, escolas, entidades e pessoas que promovem arrecadações para doação. Viram? Lembrei de vários num instante, e tenho certeza que a memória não alcançou outros tantos, neste exercício rápido de reconhecimento que busquei fazer.
Mas não se sintam melindrados aqueles dos quais não lembrei num primeiro momento. Ao contrário, sintam-se homenageados e recomendados à benção divina, pelo muito que fazem.
Lembro que, logo ao chegar em Taquara, no final dos anos 70, me chamava a atenção um gesto de Natal que era promovido, na época, pelo empresário Nereu Wilhelms. Todo ano eram distribuídas, na Praça Central, duas jamantas de cestas básicas para a população carente, bem como brinquedos para as crianças, às vésperas do Natal. Se hoje não temos em Taquara empresas do porte que tinha a Prática naqueles tempos, para promover gestos tão volumosos, temos agora muito mais iniciativas de menor porte, que somadas fazem o mesmo grandioso papel de solidariedade.
Este assunto sempre povoou meu pensamento, mas se tornou mais presente nesta semana, a ponto de precisar aflorar. Solidariedade! Palavra que tomou especial dimensão nestes últimos dias, quando sua importância foi escancarada ao mundo, diante da tragédia com o avião da Chapecoense.
Que bom que possamos exercer a solidariedade para remediar situações que ainda conseguem ser abrandadas, sem tanta dor, sem tanta irreversibilidade.
Parabéns, taquarenses, continuem trilhando este caminho de luz!
UMA DICA IMPORTANTE: Até o final do mês, contribuintes pessoa física podem aderir à doação voluntária de seis por cento do imposto a pagar, relativo ao exercício 2016, destinando o valor diretamente à APAE ou ao LAR PADILHA. Funciona assim: o percentual é estimado com base na declaração do ano passado; o contribuinte faz agora o depósito, e pode abater o valor integral ao recolher o imposto no ano que vêm. Consulte seu contador sobre como proceder. (Mais informações na página 9 desta edição.)


