O taquarense começou a cantar com 12 anos, despretensiosamente, em um evento da escola e, desde o ano passado, é protagonista do Espetáculo Korvatunturi, em Gramado, que encantou mais de 300 mil pessoas. Após alguns semestres no curso de Publicidade e Propaganda, Wesley seguiu desenvolvendo a criatividade e habilidades artísticas nas funções de cabeleireiro, maquiador, ator, dançarino, aquarelista e desenhista, mas o que inspira o jovem de 20 anos é a sensação de liberdade ao soltar a voz.
Semana passada, o cantor anunciou a divulgação da música de estreia, produção autoral “Menage” – cujo clipe será lançado no dia 20. Sobre o novo single, o cantor avalia: “o direcionamento do trabalho envolve misturas populares, considero meu estilo pop [barra] funk [barra] MPB. Esta música, em particular é voltada para o funk, pois acredito que tem um apelo popular bem amplo”. Ontem, em seu Facebook, ele fez uma transmissão ao vivo e em cerca de dez minutos contou mais sobre a gravação do vídeoclipe que será feita hoje, em Taquara. Durante a gravação, Wesley vai repetir a ideia da conexão ao vivo, fará comentários mostrando um pouco das coreografias, bastidores e tocará a música de estreia.
Sobre a proposta musical, esclarece: “foi feita para tocar na balada, tem mensagem subentendidas e no clipe vamos levantar a bandeira da diversidade e igualdade de gênero. Gravaremos em clima de festa, com muito brilho, neon e piscina. Convidamos nossos amigos, gente de todos os tipos, preta, branca, albina, rosa, transsexuais, homossexuais e divertidos”. Wesley tem um sonho: tornar-se referência artística no pop nacional. Para atingir a meta, ele conseguiu apoiadores na causa, como a Loja Quem Te Viu, Quem Te Vê!, AnDanças Rita Candemil, Mateus Barbosa, Graciela Finger, Rafael Hahn, Richard Bruno Silva e Tiago Heinrich.
Wesley considera-se um “artista híbrido”, assume a homossexualidade tanto quanto a promissora carreira de cantor com domínio de teclado e violão. Acredita na comunicação sem agressão. “As opiniões dependem da cultura, do lado sociável das pessoas. Repetimos os erros de anos atrás, o mesmo preconceito de hoje contra o funk, aconteceu no início do século passado contra o samba, visto como promíscuo. Não concordo com os cantores que praticam racismo e objetificação do corpo da mulher, isso não. Em sua origem, o funk é canto de conscientização civil sobre os espaços que ocupamos, reconhecido mundialmente como ritmo brasileiro”, comentou.
Pronto para sua estreia autoral em 2017, Wesley já vem batalhando pelo seu espaço há algum tempo. Em 2015, participou do projeto TriGo no Youtube, onde a repercussão na internet chegou a milhões de visualizações. Integrou audições para última edição do The Voice. Inspira-se em astros como Caetano Veloso, Ney Mato Grosso, a cantora drag Pabllo Vittar e DJ Diplo.


