Perfil

Emmanuelle Cunha da Luz

Diretora da Escola Willibaldo Bernardo Samrsla, de Taquara. Formada em pedagogia pela Unisinos e pós graduada em psicopedagogia pela Ulbra, é casada com Fernandes Vieira dos Santos. Aos 35 anos, é mãe de Gabrielle e Rafaelle, de 12 e oito anos, respectivamente.

Conte um pouco sobre sua história com o Ciep:
Comecei aqui como professora de anos inicias, função que desempenhei por sete anos. Depois, fui convocada para atuar na supervisão da escola, que era o meu sonho, pois lá trabalhava o pedagógico com os professores. Mais tarde, fui vice diretora e, há dois anos, me tornei diretora.

Por que a opção pela sua formação?
Fiz pedagogia porque sempre me interessei pelo ambiente escolar, me identifiquei com a grade curricular e gostei do curso. Mais tarde, na pós, optei pela psicopedagogia porque queria entender melhor porque algumas crianças, principalmente da minha realidade, tinham dificuldade de aprendizado. Esse fator social tem muita importância para mim. Acredito que é necessário mostrar aos alunos – especialmente para as crianças – coisas além das disciplinas escolares, mas lições e valores sociais.

Qual o principal desafio que a experiência como diretora tem lhe aplicado?
Bom, eu gostaria que as pessoas vissem com outros olhos o Ciep e o bairro Empresa. Muita gente logo associa o bairro a coisas ruins, como violência, e essa imagem, além de equivocada, respinga sobre a escola. Continuamente busco mudar esse pensamento, apresentar a realidade local e suprimir este preconceito. Ademais, estamos tendo de lidar com problemas estruturais. Apesar de a escola ter um espaço físico muito bom, assim como sua estrutura, ela está apresentando muitos problemas.

Em sua opinião, qual a principal virtude do Ciep?
O que temos de mais apaixonante são nossos alunos. Todos os professores dizem que os estudantes são muito educados e tranquilos. Além disso, o espaço do Ciep é apaixonante, cativante. Costumo dizer que gosto de cada tijolo daqui – e por isso, por cada traço caracterizar a nossa escola, não deixo pintá-los.

E sobre a sua experiência como professora, o que foi mais marcante?
Quando o aluno te dá um abraço, um sorriso e diz com alegria que conseguiu ler sua primeira palavra. Isso marca muito e recarrega nossas energias. Também faz saber que você fez a diferença na vida daquela pessoa, o que também é provado quando um ex-aluno te vê na rua e te reconhece, mesmo depois de anos sem vocês se verem.

Como pensa sua carreira daqui para frente?
Quero me manter na direção ou na supervisão da escola. Gosto muito dessas duas áreas.

Como você se define?
Sou extrovertida e busco sempre ser simpática. Bom, dizem que sou perfeccionista também.

O que lhe tira do sério? A injustiça.

O que gosta de fazer no seu tempo livre?

Ficar com minhas filhas e marido, curtindo minha família, fazendo jantas, passeios ou simplesmente ficando em casa com eles.

Um filme: Ghost

Um lugar: Cumuruxatiba, na Bahia.

Quem você tem como exemplo?

Meu pai, porque ele ensinou com ações e não só com palavras. Um exemplo de caráter, de solidariedade, de retidão. Uma pessoa comprometida com os demais.

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“Quando a gente menos espera, o mundo da voltas e a vida põe todas as coisas em seu devido lugar” – Fábio Augusto.

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