Perfil

ROSANGELA MARIA FLECK HAAG

Natural e residente em Taquara, é diretora da Escola Estadual Tristão Monteiro desde 2003. Formada em Pedagogia, com pós em Supervisão Escolar, é casada com Rogério Haag há mais de três décadas. Aos 51 anos, é avó da pequena Manoela, de um ano e oito meses, e mãe de Daniel Tiago, Daniela Thais e Caroline.

Conte um pouco de sua história profissional:
Iniciei minha jornada aos 17 anos. Na ocasião, eu trabalhava na escola Olaria, estava em meu pré estágio e uma professora na escola estava para se aposentar e, então, resolvi assumir sua turma multiséries. Depois, lecionei na Idalino Pedro da Silva, na época em que a região ainda pertencia a Taquara. Depois de cinco anos, fui para o Engenheiro Parobé e, em 94, fiz meu segundo concurso no estado, quando passei a dar aulas no Felipe Marx, onde trabalhei até 1999. Em seguida, eu para a Tristão Monteiro, onde assumi a direção há 11 anos.

Qual o primeiro desafio que você enfrentou na Tristão?
Quando eu cheguei aqui, a escola possuía exatos 99 alunos. Por se tratar de uma instituição estadual, a então diretora nos propôs o desafio de aumentar este número para que a Tristão Monteiro não corresse o risco de ser fechada. Então, abraçamos a ideia de estar sempre renovando a escola através de projetos e da qualidade de ensino para o número aumentasse. Hoje, temos 234 alunos, o máximo que nossa instituição suporta.

Quais são os principais projetos que estão sendo desenvolvidos?
Para sempre oferecer coisas novas aos alunos, estamos atentos as novidades que nos rodeiam. Assim realizamos, por exemplo, a olimpíada de matemática – onde premiamos os alunos com medalhas e certificados, o Soletrando, projetos de meio ambiente – através dos quais os estudantes cuidam de jardins na escola, a gincana cultural, feira do livro, mostra de trabalhos, jantar das mães e dos pais, festa a fantasia, show de calouros. A cada ano implantamos algo novo. Porém, estamos dedicando 2014 a uma programação especial em virtude da celebração dos 50 anos da escola. Assim, com todo este trabalho, conseguimos formar alunos capacitados e com grande bagagem de aprendizado. Prova disso é nosso alto índice no Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica), onde atingimos a meta para 2016 no ano passado.

O que é mais gratificante em seu trabalho?
O convívio com os colegas, porque o ambiente de trabalho é muito bom e aqui sempre trabalhamos juntos. Claro, o reconhecimento da comunidade, pois estamos sempre criando meios de estar cada vez mais próximos, pois ninguém sonha – e nem realiza nada – sozinho.

Por que a opção pela pedagogia?
É um sonho de infância. Quando era pequena, minha mãe trabalhava de doméstica em algumas casas e, às vezes, eu ia junto. Em certas ocasiões, cuidava das crianças da residência enquanto ela fazia seu serviço. Sempre tive uma grande facilidade com os pequenos e hoje não consigo me ver em outra profissão. Gosto muito do que faço e, aliás, minha família diz que eu não vou me aposentar, não vou suportar ficar longe do ambiente escolar (risos).

Como você se define?
Uma pessoa extrovertida, brincalhona, que não consegue ver ninguém triste. Por outro lado, me preocupo muito com a humanidade, com a violência e com as gerações que estão por vir, pois é cada vez mais comum ver famílias desestruturadas.

Deixe uma mensagem aos leitores do Jornal:
“Quando se sonha sozinho é apenas um sonho. Mas quando se sonha junto é o começo de uma realidade” – Cervantes. Esta frase uma professora escreveu no quadro quando eu ainda estava no magistério e nunca mais me esqueci. Ela disse que professores devem ser sonhadores. Hoje acredito que essa frase defina o trabalho de nossa escola.

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