Como foram seus primeiros passos na vida profissional?
Como muitos dessa região, principalmente da minha geração, comecei trabalhando no setor calçadista, onde atuei por muitos anos e passei por várias empresas. Depois, já finalizando os estudos na área de comunicação, fui trabalhar como assessor de imprensa no Sindicato dos Sapateiros de Igrejinha, onde me mantenho até hoje.
E depois, como se tornou conselheiro?
Foi uma dessas coisas que a gente não entende bem como começa. Lembro que houve o período de eleição,resolvi participar e acabei sendo eleito. Então levei a coisa a sério, tratei de me capacitar, participando de todos os cursos de formação na área. Acabei me identificando com o trabalho e concorri novamente ao cargo, sendo reeleito. Sem dúvida este período foi uma grande experiência, gerando um aprendizado que levarei para sempre comigo, inclusive, através da literatura.
No último mês você lançou seu primeiro livro. Ano passado, teve contos premiados em concursos reconhecidos e, também, já teve outros publicados em antologias. Como está sendo esta experiência?
Esse sempre foi um sonho meu, e desde o ano passado tenho me dedicado mais a ele. Participei de oficinas literárias com o intuito ver se meus escritos podiam ser levados a sério, onde me disseram que sim. Então, o passo seguinte foi me inscrever em concursos, pois ali eu passaria pelo crivo de uma comissão julgadora capacitada que nem sequer sabia de quem era o texto lido. Assim, acabei vencendo o XII Concurso Faccat / Jornal Panorama e o Concurso Literário Felipe D’Oliveira, em Santa Maria. Além de ter contos escolhidos para publicação em antologias. Isso me encorajou a investir ainda mais na realização desse sonho e publicar meu primeiro livro solo.
Como você se define?
Um bom leitor de entrelinhas e grande observador. Quando se observa detalhes, que passam despercebidos pela maioria, se aprende muito.
Qual seu hobby? Ler, colecionar jornais e gibis.
Uma lição de vida: O contato com a desestrutura familiar no tempo do Conselho Tutelar me fez valorizar muito a família. O olhar das crianças, a maldade do ser humano, são coisas que não passaram despercebidas. Coisas que nos fazem ter um novo olhar sobre nós mesmos e nossas ações. O conceito de estar no lugar do outro, sentindo suas dores e aflições.
Quem você tem como exemplo?
O povo. Esse povo que luta e sofre pra sobreviver e crescer. Que, ao contrário do que os governantes insistem em dizer, não recebe ajuda nenhuma, pois nada é de graça, e consegue, com todas as adversidades, sonhar, sorrir e ser feliz.
Um autor: Tenho que citar dois, Charles Bukouwski e Sergio Faraco.Escritor e ex-conselheiro tutelar em Igrejinha, recentemente Doralino Souza da Rosa lançou seu primeiro livro. Aos 44 anos, é casado com Josiane Crippa da Rosa e pai de Doralino Júnior e Manuela, com 20 e sete anos, respectivamente. Natural de São Francisco de Paula, também é jornalista.
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“Sorrir pra vida, que ela vai sorrir de volta. E dizer dane-se quando for necessário.”


