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Moradores criticam a dificuldade de conseguir atendimento na saúde em Taquara

Secretário promete medidas para melhorar o serviço
Demora no Posto 24 Horas tem sido uma das insatisfações registradas em Taquara

A Unidade Central de Saúde Darcy Ribeiro foi procurada, na semana passada, por um morador do bairro Jardim do Prado. Durante expediente de trabalho, no Centro de Taquara, o homem sentiu-se mal e foi levado às pressas para ser atendido. Ao chegar à unidade, foi informado que precisaria aguardar a troca de plantões dos médicos. De acordo com o relato, havia mais de 15 pessoas esperando para serem atendidas. Após mais de três horas no aguardo, sem ser chamado e sentindo-se em condições de voltar para casa, ele precisou optar por uma consulta particular.

Leitores e ouvintes do Jornal Panorama e da Rádio Taquara procuram diariamente informações sobre os atendimentos e fazem, também, reclamações sobre a dificuldade de conseguir os serviços de forma ágil. Taquara tem dez Unidades Básicas de Saúde, cinco no interior e cinco na área central, mais as Unidades Especificas de Saúde Mental, Infantil (Piazito), Saúde da Mulher e Vigilância Epidemiológica. O atendimento da maioria das unidades acontece das 8 às 14 horas. Segundo a administração, nas unidades dos bairros o número de atendimentos é reduzido. No Posto 24 horas, porém, a média de espera pode ultrapassar duas horas, porque a procura é maior, mais de 200 pessoas por dia.

De acordo com o secretário de Saúde, Vanderlei Petry, há “horários intensos de pico, por exemplo, após 17h30min, quando o pessoal sai do trabalho e, entre caso tenha algum problema, procura o atendimento, ou início da noite 20 e 21 horas, e de manhã cedo, às 6h30min. São dois médicos responsáveis pelo atendimento de segunda a sexta-feira, durante o período da noite e aos sábados e domingos, apenas um.”

Ao todo, são 156 médicos atendendo o município. Na Unidade Central, os profissionais são contratados através de uma empresa terceirizada, e a cada início de mês a secretaria recebe a relação dos médicos que farão os atendimentos. A administração não contrata o profissional em si, mas sim horas de serviço do médico.

Como possível solução, Petry acredita em melhor planejamento e trabalho em conjunto. “A secretaria, ao lado da equipe de enfermagem, estabelecerá uma triagem inicial mais efetiva. Apostamos na medida como solução imediata à dificuldade apresentada. Nossos enfermeiros já têm prática de prestar os primeiros acolhimentos, verificar pressão, batimentos cardíacos, acompanhar o estado e trabalharemos para solucionar o quanto antes o problema.” Os atendimentos de urgência são realizados tendo como base o modelo de acesso de acolhimento aos pacientes, com avaliação do grau de urgência, estabelecendo a prioridade nos atendimentos. A administração explica que a ordem de chegada pode ser alterada dependendo do estado de saúde das pessoas.