
Familiares e amigos do jovem Fábio Yuri Ribeiro, 20 anos, realizaram, no sábado à tarde, uma manifestação pedindo investimentos das autoridades na área de segurança pública em Parobé. Outro pedido é por justiça para que os culpados pelo crime sejam identificados e devidamente punidos. Fábio foi morto no último dia 5, na Praça 1º de Maio. Na mesma ocasião, também foi assassinado o jovem Anderson Pereira Hoffmann, 23 anos.
No sábado, os pais de Fábio conversaram com a reportagem do Panorama. Disseram que está sendo muito difícil a vida após a morte do filho, pois tudo em suas casas lembra o filho. Segundo eles, Fábio era um jovem muito querido pelos amigos, estudioso e trabalhador. Atualmente, o jovem estava trabalhando no açougue de um mercado de Parobé.
A manifestação ocorreu no mesmo momento em que estava sendo realizado o lançamento da Associação Parobeense dos Deficientes Físicos (Apodef), solenidade que ocorreu na Rua Coberta da praça central. Por isso, autoridades estavam presentes. O prefeito interino de Parobé, Moacir Jagucheski, se solidarizou com os familiares e amigos de Fábio, prometendo ações na área da segurança pública. “Novidades boas estão por vir”, prometeu. Na semana passada, após o crime, a administração de Parobé informou que está estudando a implantação de uma guarda municipal.
O CRIME
Em entrevista ao programa Painel 1490, da Rádio Taquara, o delegado explicou que o duplo homicídio aconteceu por volta de 22 horas do domingo, dia 5, e a praça estava movimentada. Dois indivíduos chegaram a pé e se aproximaram de um dos grupos. Um dos bandidos gritou a seguinte frase: “é os bala, e tá no chão”, fazendo referência à famosa facção criminosa do Rio Grande do Sul intitulada “Os Bala na Cara”. O rapaz estava de camiseta vermelha. Ao mesmo tempo, o seu comparsa sacou uma arma e fez um disparo à queima roupa, matando Fábio. Em seguida, se virou para a multidão e perguntou às pessoas: “Vocês não têm medo?”. Imediatamente, disparou de novo e atingiu a esmo Anderson. As duas vítimas morreram na própria praça e os criminosos fugiram a pé. Houve enorme correria.
O duplo homicídio foi na rua João Mossmann, onde costuma haver intensa movimentação nos domingos à noite. Segundo o delegado, como não houve prisão em flagrante, a Polícia Civil trabalha para descobrir a autoria dos crimes e, depois disso, dar sequência à coleta de provas para o encaminhamento do inquérito à Justiça. Nenhuma informação está sendo deixada de lado. O delegado Rafael disse que depoimentos de eventuais testemunhas estão sendo colhidos, bem como buscadas imagens de câmeras de vigilância, entre outras investigações.
Quanto ao fato de o criminoso ter usado a frase de identificação como sendo da quadrilha Os Bala na Cara, o delegado comenta que ele atribuiu a autoria ao grupo, mas é impossível saber. “A princípio, temos que apurar se realmente é um integrante da quadrilha”, comentou o policial. O delegado acredita que possa ter sido um crime encomendado. As duas vítimas não tinham antecedentes criminais nem qualquer registro de ameaças.


