Quais são as lembranças marcantes sobre sua história? A vitória de passar no vestibular, a conclusão do curso, a conquista da independência e autonomia. Quando fui convocada para a seleção brasileira, em 2010, e em 2014, na conquista de campeã brasileira. Outro momento importante foi em 2016, com a participação nas Olimpíadas no Rio de Janeiro.
Conte-nos sobre a sua relação com Taquara: Foi onde tive minha infância saudável. Podíamos passar o dia brincando na rua. Morei aqui até os 17 anos, estudei no Rodolfo e no Dorothea, onde tive apoio para o meu desenvolvimento esportivo. Minha família mora inteira aqui, tenho trabalho na cidade também. Embora tenho feito minha carreira profissional em Porto Alegre, voltei a Taquara há um ano buscando fortalecer minha raiz. Gosto muito do meu trabalho no Sesc, deixa meu laço afetivo com a cidade ainda mais forte.
O que você gosta na sua personalidade? Sou dinâmica, tenho uma força muito grande comigo, destemida e não me considero acomodada. Não tenho medo do trabalho. Não consigo ficar sentada no sofá esperando a vida passar.
Como você se define enquanto profissional? Vejo a educação física como algo essencial na vida. Nós trabalhamos para que as pessoas tenham o reconhecimento do corpo. Me vejo nessa missão de levar essa compreensão para as pessoas, inclusive neste momento em que a atividade física pode ser banida do ambiente escolar. Não é só estética, é qualidade de vida.
O que gosta de fazer no tempo livre? Dormir e ler, tento ler tudo que posso.
Você pratica algum exercício físico, faz terapia, cuida da alimentação para ter mais sucesso profissional e pessoal? Procuro sempre comer alimentos saudáveis, mas também rola algum xis de vez em quando.
Um hobby: Rugby, sempre meu hobby.
Um temor: De cada vez as pessoas se tratarem com mais ódio.
Uma frustração: uma frustração forte para mim foi não ter podido jogar na seleção brasileira de rugby em 2010. Precisei operar e não fui convocada.
Um filme: Selma, Lord, Selma (conta a história de Martin
Luther King).
Um livro: Mandela – O Caminho para a Liberdade.
Uma personalidade: Nelson Mandela.
O que você gosta de ouvir: reggae, rock nacional, Liniker e os Caramelows, Perota Chingo, Jorge Drexler, Orishas e músicas com mensagens.
Qual seu maior sonho: Viver num mundo socialista, um mundo com mais equidade.
Deixe uma mensagem aos leitores do Panorama:
Acredito que se conseguíssemos nos despir dos preconceitos e julgamentos, fossemos para a rua para lutar por uma sociedade mais justa, teríamos um dia melhor de cada vez para todo mundo.


