Quais são as lembranças marcantes da sua história: minha infância foi maravilhosa, sempre tive liberdade para ser criança, livre, integrada à natureza. Tive contato com artes desde muito novinha (meu pai fazia murais artísticos na região toda), e convivi com a simplicidade que tanto amo. Outra lembrança que me marca, até hoje, foi logo após a morte da minha mãe, em 2009, eu ter ido viajar sozinha pela Europa, sem trajeto definido, deixando o vento me levar, por quase dois meses. Isso me fez crescer e ver o mundo de uma forma mais complexa e, ao mesmo tempo, mais simples.
Conte-nos de sua relação com Taquara: Sou taquarense e morei em Taquara até os meus 26 anos (morei por oito anos nos Estados Unidos). Voltei a morar aqui por causa das minhas raízes e para buscar uma vida mais simples, menos corrida e com mais natureza.
Como você se define? Sou muito curiosa e sedenta de conhecimento, especialmente com referência às minhas paixões: arte, gastronomia e viajar. Sou criativa, determinada, perfeccionista, sonhadora, mas tenho os pés no chão. Sou teimosa, justa, amo minha liberdade, filantrópica e, por muitas vezes, tímida.
A sua atividade profissional é para você? Tenho a sorte de poder trabalhar com o que amo, mas faço o que faço pelos outros, também. Uma vez ouvi que quem gosta de cozinhar, gosta de cuidar dos outros. Sou assim.
Em quem você se inspira para transformar a culinária em arte? Como sempre tive a veia artística, por causa do meu pai, morei por muitos anos com minha avó, que tinha mãos de fada na cozinha, e fazia tudo de forma artesanal. Minha mãe que sabia temperar comida como ninguém, digo que eles todos me inspiraram, pois culinária é uma arte de alquimia.
O que você gosta de fazer no tempo livre? Estou sempre pesquisando sobre culinária e arte. Amo viajar, natureza, pintar, yoga, ler, conversas filosóficas, assistir a filmes, especialmente os independentes, testar receitas e fotografar.
Você pratica algum exercício físico, faz terapia, cuida da alimentação para ter mais sucesso profissional e pessoal? Ando de bicicleta, faço um pouco de yoga e pilates, evito comer gordura vegetal hidrogenada, amo glúten e gosto muito da doutrina espírita.
Um temor: violência.
Uma frustração: não ver as leis funcionando no Brasil.
Um prato: não propriamente um prato, mas amo pão.
Uma personalidade: Chico Xavier.
O que você gosta de ouvir: lounge, algo mais relaxante, pois sou bem agitada.
Qual seu maior sonho: viver em uma sociedade menos materialista.
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A felicidade plena encontra-se em nossa mente e não no nosso corpo. A nossa forma orgânica vai envelhecer e morrer e serão nossas ações que ficarão.


