Nasci e cresci em Taquara junto da minha família: Estudei no Dorothea e, logo após a conclusão do ensino médio, iniciei a faculdade de Jornalismo, mas acabei me formando em Administração pela Faccat, em 2010. Trabalhei no ICM, participei do Projeto Rondon Brasil-Canadá em 2008, e também trabalhei na Mosaico e na Target Export. Desde 2011 vivo em Boston-EUA, onde acabo de me graduar pela Berklee College of Music.
Como se deu a escolha pela música? Eu acho que a música escolhe a gente, e não o contrário. Cresci ouvindo os discos do meu pai, todos os gêneros, muita música boa. Nunca tomei uma decisão puramente racional de viver da música, mas foi aonde a vida me levou até agora. Considero que tive muita sorte pelo fato de ter entrado em contato com outras áreas. Acredito que a Administração, por exemplo, me ajudou de forma indireta a chegar até aqui.
Fale sobre a mudança para os Estados Unidos e a experiência fora do país: Menos de um mês depois de me formar pela Faccat, recebi uma carta convite da Berklee para um curso de verão. Acabei vindo em 2011 e nunca mais voltei. Considero Boston uma cidade fantástica, talvez o maior centro de conhecimento do mundo em muitas áreas distintas. A diversidade é algo que espanta, o contato com culturas diferentes é muito positivo e, em geral, a educação das pessoas é maior do que em qualquer outro lugar que eu conheça. Acho que, fundamental para minha adaptação, foi também a presença de um grande amigo taquarense, Gabriel Britto, que me recebeu de braços abertos para conhecer e aproveitar o melhor do lugar.Como você se define? Me considero uma pessoa calma, de fácil relacionamento, teimoso (com uma ligeira melhora ao longo dos anos!).
Uma habilidade especial: Gosto muito de fotografia.
O que gosta de fazer no tempo livre? Tocar bateria, tomar chimarrão com os amigos e conhecer lugares.
Um livro: O Som e o Sentido, José Miguel Wisnik.
Um filme: Biutiful, do Iñárritu.
O que gosta de ouvir? Jazz, Música Brasileira e folclórica.
Um lugar: Rio de Janeiro.
Quem você tem como exemplo? Minha irmã, Clarissa, é uma pessoa que sempre tenho na minha cabeça como exemplo de esforço, talento e dedicação.
O que lhe tira do sério? Falta de comprometimento.
Um sonho ou projeto: Fazer com que a música ajude as pessoas a viver a vida com mais sensibilidade.
Deixe uma mensagem para os leitores do Jornal Panorama: Tive um professor que dizia que a gente tem que ter certo cuidado com o que estuda, pois, com o tempo, acabamos ficando bons naquilo. Acho esse pensamento muito válido e verdadeiro, é preciso cultivar aquilo que nos faz bem.
Aproveito o espaço para fazer um convite a quem desejar conhecer ou acompanhar meu trabalho, acessem minha web site www.raphaellehnen.com.


