Perfil

VÁGNER BRANDT ZÍNGANO (MARAT)

35 anos, natural de Porto Alegre. Namora com Jade Fagundes e é pai de Betina (um ano). Formado em Letras – português, inglês e espanhol. Atua como professor de idiomas no colégio estadual João Mosmann, Fisk Taquara, Calçados Beira Rio (in company) e aulas particulares. Também é tradutor e músico.

Conte um pouco sobre a sua história: Natural de Porto Alegre, até os 14 anos morei no que chamam de subúrbio da cidade, o bairro Rubem Berta. Mudei para Olinda, Pernambuco, acompanhando um projeto familiar que não deu certo.Retornamos para o Rio Grande do Sul após sete meses. Em 1996 nos estabelecemos em Taquara, perto da família. Aos 19 anos comecei a dar aulas de inglês em um curso de informática. Em seguida também iniciei a carreira de professor em escola pública – atividade que mantenho há 16 anos. Lecionei literatura, português, inglês e, há três anos, também o espanhol.

Como se deu a escolha por idiomas? Desde pequeno fui bastante estimulado com discos de vinil dos anos 60 e coletâneas de novelas. Falar inglês foi um caminho natural! Descobri que também conseguia dar aula, isso gerou a escolha da faculdade e cursos. O espanhol veio depois, através do amor pela cultura do Mercosul. Gosto muito do idioma! Meu aprendizado aconteceu no Uruguai, Argentina e Chile; foram seis viagens. Depois fiz o curso de espanhol, por uma necessidade de obter o diploma para lecionar.

E a profissão de professor? Foi a primeira profissão que me veio à cabeça, apesar de ter iniciado a faculdade de jornalismo. Meu pai já era professor de português e inglês, então achei que seria uma opção mais lógica de se seguir – do que publicitário ou jornalista. Hoje dar aula é uma aventura sem muita recompensa financeira, mas que te permite estar inserido e responsável pela parcela de sucesso pessoal de muita gente. Como professor consigo falar de culturas diferentes da nossa, mostrar que, conhecendo determinadas línguas, a gente pode se aprofundar na cultura de um povo.

Comente sua relação com a música: Minha turma de amigos tem uma cultura literária e musical muito diversificada. Foi um passo natural que isso nos provocasse vontade de reproduzir aquele universo e criar coisas novas. Comecei a tocar em 1998. No ano de 2004 fundamos a Desvio Padrão, tocando covers e lançando disco de músicas próprias. A banda fez muitos shows, as músicas tocaram em rádios pelo país, mas demos o trabalho por encerrado em 2014. Desde 2010 sou vocalista da Django y los Bastards, que faz som cover dos anos 70 e 80. O projeto mais recente do qual participo é a banda eletropop Liberté.

Como você se define? Curioso em relação a culturas. Cabeça aberta para aprender muito com os outros. Gosto de dar significados especiais aos meus atos e aos lugares por onde passei.

Uma habilidade especial: Aprender e usar novas informações de maneira rápida. Consigo dar aula sobre o que aprendi no dia anterior de forma a parecer que já sabia há muito tempo.

O que gosta de fazer no tempo livre? Estar com a família, com a namorada. Brincar e ensinar coisas novas para a minha filha. Ler, ouvir música, tocar com banda.Um livro: Dois! 1984, George Orwell; Moulin Rouge, Pierre La Mure.

Um filme: A trilogia do De Volta para o Futuro e a série Star Treck.

O que gosta de ouvir? Rock dos anos 60 e pop dos anos 80.

Um lugar: Rosário, Argentina.

Quem você tem como exemplo? Meu pai, professor Plínio, é um cara com muito conhecimento e correto nos seus atos. E minha mãe, Cármen, pela motivação de viver. Ela é uma incentivadora de sonhos!

Um sonho: Solidificar-me profissionalmente e permitir à minha filha que ela tenha as experiências boas que eu tive na vida.

Deixe uma mensagem para os leitores do Panorama: Ter paciência para lidar com a burocracia é a virtude de um grande líder, mas também de um grande corrupto.