Conte sobre sua história. Cresci na localidade de Morro Alto. Desde cedo, estive bastante dedicado ao trabalho, inicialmente auxiliando nas tarefas do meu pai. Aos 14 anos, comecei a trabalhar na fábrica da Bibi, emprego que mantive por 16 anos. Tive meu primeiro filho bem jovem e me mudei para Padilha acompanhado da esposa.
Comente sua passagem profissional pelo Lar Padilha. Depois de muitos anos trabalhando em fábrica de calçados, senti a necessidade de mudar de ambiente e tentar algo novo. Foi quando surgiu a oportunidade de emprego no Lar Padilha. Passei por um período de teste e fiquei encantado pelo trabalho. Voltei a me sentir motivado! Retomei os estudos, me interessei por cursos que ajudassem a desempenhar melhor minha função: orientação e cuidado de crianças e adolescentes. Atuei como educador social durante cinco anos. É uma atividade muito gratificante; sempre me dei bem com “os mais difíceis”, tinha habilidade para engajá-los em atividades e encaminhar para a melhora de comportamento. Fui amigo, pai, professor… Cultivo essa relação até hoje. Fico muito feliz com os reencontros, não tem preço receber o carinho de uma criança.
Como se deu a decisão de concorrer ao Conselho Tutelar? O incentivo surgiu a partir da sugestão de um amigo. Foi o Fernandes Vieira dos Santos, diretor do Lar Padilha, quem me falou sobre a atividade de conselheiro tutelar. Ele disse que enxergava em mim o perfil para esse trabalho. Descartei a ideia, pois não me imaginava concorrendo em uma eleição. Mas a conversa ficou no meu pensamento. Acabei realizando a inscrição para o curso preparatório e, quando percebi, já estava completamente envolvido. Foi um período difícil, perdi minha mãe que lutava contra o câncer. Decidi que transformaria o sofrimento em estímulo para seguir. Fui aprovado na prova e depois eleito. Fico emocionado por receber a confiança de tantas pessoas que votaram. Acredito no mérito do meu trabalho e do que sou em família.
Como você se define: Sou um cara de bem com a vida, amigo, batalhador. E otimista!
O que gosta de fazer no tempo livre: Conversar com amigos. Gosto de jogar futebol ou simplesmente “bater papo” no campo.
O que gosta de ouvir: Legião Urbana
Comida preferida: Churrasco ou carne de panela acompanhada de feijão com arroz e aipim.
Um lugar: O interior de Taquara! E os cânions, em Cambará do Sul.
O que lhe tira do sério: Negatividade de pessoas que preferem achar desculpas a soluções.
Deixe uma mensagem para os leitores do Jornal Panorama. Que as pessoas atentem para a importância de valorizar as crianças e o adolescente: eles são o futuro.


