Como foi sua caminhada profissional?
Trabalho desde os 14 anos, quando comecei como office boy. Atuei como auxiliar de escritório por seis anos. Quando completei 23, vi a oportunidade de trabalhar como despachante e tive meu próprio negócio no ramo. Dez anos depois, apresentei um projeto junto ao governo do estado e abri o Centro de Formação de Condutores de Taquara. Inclusive, foi o melhor projeto e o primeiro aprovado no Rio Grande do Sul, se tornando capa do material fornecido pelo estado na época. Dois anos mais tarde, quando eu tinha 35, abrimos o posto de Parobé e anos depois, quando eu completei 45, me tornei corretor de imóveis.
Como você se tornou corretor? Por quê?
Eu gostava do trabalho no CFC, mas era tudo muito corrido. Eu queria algo mais tranquilo, já visando a minha futura aposentadoria. Também queria mais liberdade, para poder fazer minhas viagens de moto, por exemplo, e encontrei isto aqui. Hoje tenho um trabalho e uma equipe que me deixam tranquilo. Eu sei que posso sair e que vou encontrar tudo em perfeita ordem quando voltar.
E o motociclismo, onde surgiu nesta história?
Sempre tive e gostei de motos, desde muito cedo. Quando eu tinha 19 anos, em 1983, comprei minha primeira moto, uma CG 125. Desde então sempre tive uma moto na garagem, geralmente de baixa cilindrada. Em 2000 o pessoal do motoclube Águias do Asfalto me convidou para uma janta. Fui incentivado e comprei minha primeira moto grande, uma Virago 550, e ali tudo começou. Hoje tenho uma Harley Davidson Street Glide. Já foram várias viagens de moto, por muitos pontos do Brasil, Uruguai, Chile, Argentina. Aliás, vale lembrar que foi andando de moto que conheci minha esposa, e hoje somos parceiros inseparáveis sobre duas rodas.
Qual vai ser a próxima viagem?
Sempre nos organizamos para fazer uma viagem a cada três meses, mais ou menos. A próxima ocorrerá em novembro, quando vamos a um encontro de motos em Melo, no Uruguai, e passaremos pela Colonia Del Sacramento. Nosso sonho maior, na verdade, é uma viagem de moto de um ano, de janeiro a janeiro. A cada 15 dias traçar um novo itinerário, programando os próximos 15. Sair sem um destino final.
Como você se define? Alegre, aventureiro. Alguém que gosta de curtir a vida.
E o que lhe tira do sério? Inveja, traição, covardia.
Qual seu hobby? Andar de moto e fazer caminhadas na natureza.
O que gosta de ouvir? Country, Creedence, Garth Brooks.
E de ver? Qual seu filme favorito?
Gosto muito de ficções. Curto ‘O motoqueiro fantasma’, ‘Motoqueiros selvagens’.
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“Viva o presente. O passado já passou e o futuro ainda não chegou. Viva-o quando ele se tornar presente”.


