Perfil

EMERSON MOTTA

Aos 42 anos, Emerson Lemões Motta é o diretor acadêmico do IACS. Natural de Pelotas, vive em Taquara há um ano. É bacharel em Matemática, licenciado em Física, pós graduado em Administração Matemática e Matemática para Educação Básica, e mestre em Educação, Ciências e Matemática. É casado com Andressa Brasil Mota e pai de Lauren, de sete anos, e Arthur, de cinco.

Conte sobre sua história:
Meu pai é aposentado, e minha mãe uma professora aposentada e sou o mais velho de três irmãos. Nasci em Pelotas, em uma família humilde, mas sempre me dediquei muito. Fiz meu ensino fundamental na Escola Adventista de Pelotas e o técnico, depois, na Escola Técnica Federal de Pelotas. Em seguida passei a estudar na Universidade Federal do município, mas acabei deixando-a porque tinha de trabalhar e os horários de aula alternavam entre manhã e tarde. Nesta época comecei a trabalhar como monitor na Escola Adventista, onde, um dia, um coordenador me fez um convite. Ele disse que gostava do meu trabalho na monitoria e ofereceu uma bolsa de 75% na Universidade Católica. Aceitei na hora. Isso ocorreu em 1993. De 95 a 98 lecionei matemática e ciências na Escola Adventista. Depois, fui convidado a lecionar física no Colégio Adventista de Porto Alegre, onde permaneci até o ano passado, quando o IACS me convidou para atuar como diretor acadêmico.

Depois de tanto tempo lecionando, como é para você ser diretor acadêmico?
É uma experiência nova, muito diferente da vivência a qual estava acostumado. Foram praticamente 20 anos como professor, além de dois como monitor. Acredito que tenha sido a solidificação que alcancei como professor o que motivou o convite para que eu viesse a ser diretor. Agora trabalho com a gestão escolar, vendo a sala de aula e demais situações de outro ponto de vista. Isso tem sido desafiador para mim, mas também extremamente positivo. Agora preciso do apoio de pessoas mais experientes nesta área, e também de Deus, pois é a ele que devo o sucesso de minha carreira.

E a opção por sua formação. Como se deu?
Os excelentes professores de Matemática e Física que tive no ensino médio me fizeram ver como essas disciplinas são interessantes se bem aplicadas, se fizerem sentido para as pessoas. Mais tarde, comecei a dar aulas particulares informais a amigos, parentes e vizinhos, e todos me diziam que eu explicava bem, que entendiam a matéria quando eu a ensinava. Depois, na monitoria, um coordenador se interessou no meu modo de ensinar e me ofereceu uma bolsa de estudos.

Como você se define? Um homem de Deus.

O que lhe tira do sério? Várias coisas, mas principalmente a indiferença das pessoas com relação aos princípios de Deus.

Um lugar inesquecível: A praia de Palmas, em Governador Celso Ramos, Santa Catarina.

Um livro: A Bíblia, claro, mas costumo ler outros, também. Agora estou lendo ‘Problemas? Oba!’ de Roberto Shinyashiki.

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Gostaria de deixar aqui meu lema de vida, que é a grande esperança, a volta de Jesus. Está escrito nos livros bíblicos Apocalipse e Daniel. É esta crença, de que uma nova vida sem lágrimas está próxima, que tem regido minha vida.