Perfil

Lunalva Schein

Natural de Muçum, município próximo a Encantado e Bento Gonçalves, Lunalva Elza Schein já vive há 24 anos em Taquara. Aos 50 de idade, atualmente é coordenadora da Unidade de Saúde Piazito. Formada como técnica em enfermagem, é casada com Tésio Ricardo Schein, e mãe de Lucas (19 anos) e Vinícius (em memória).

Conte sobre sua história. Como veio residir em Taquara?
Ainda pequena, aos três anos, saí de Muçum e fui morar em Novo Hamburgo, acompanhando minha família motivada pelo trabalho de meu pai, que era técnico em couro. Cresci, estudei e, aos 21 anos, trabalhava em um escritório de um vereador, quando conheci Tésio, no dia 21 de abril de 1982. Ele era primo de uma colega minha de trabalho, e trabalhava no Unibanco. Depois, ele veio trabalhar em Taquara e eu o acompanhei, então passamos a morar aqui.

Nesta época você já era formada?
Não, me formei mais tarde, em 1993. Optei pelo curso em virtude da experiência que tive em casa. Minha mãe era cardiopata e precisou de cuidados, com isto me motivei em fazer o técnico em enfermagem. Na época, tive de estudar em São Leopoldo, pois não havia o curso mais perto. Formada, atuei com hemodiálise por 15 anos, em Taquara e Campo Bom. Também trabalhei em Parobé, em outra área.

Como é, para você, coordenar o Piazito?
Nossa, é excelente. Quando se trabalha com crianças, se tem esperança de um futuro melhor. Poder ajudar os pequenos, tirá-los de alguma situação, de saúde, nutritiva ou psicológica, é muito gratificante. Além disto, também trabalhos em equipe, e nosso grupo é muito unido. Todos pegam junto, conversam, passam informações e mantêm uma boa relação com a Secretaria de Saúde, o que é muito importante.

Você criou a Instituição Vinícius Schein, certo? Como ela atua?
Trabalhamos na arrecadação de diversos itens junto da comunidade. Assim, ajudamos crianças sindrômicas, com dificuldades motoras ou com câncer. Apesar de começarmos o trabalho há pouco tempo, no ano passado, mantemos os cuidados com cerca de 10 crianças, em Taquara e Parobé, e somos 12 pessoas trabalhando diretamente, fora as que contribuem mais esporadicamente.

Como você se define?
Alguém que quer ajudar os outros. Gosto muito de ouvir, entender e ajudar.

O que lhe tira do sério?
Quando uma pessoa tenta me enganar, passar o 171.

O que faz em seu tempo livre?
Gosto de passear com o esposo e com o filho.

Um filme: Sempre ao seu lado, pela lição que passa.

O que toca no seu rádio?
Sou muito eclética. Ouço de quase tudo, mas o que mais gosto é de reggae e rock. Gosto de Bob Marley e Nightwish.

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