Conte sobre sua trajetória na esgrima:
Comecei em maio de 2009, através da esposa de um atleta conhecido meu. Desde então, sigo competindo dentro e fora do país. Já participei de vários eventos, somando 36 medalhas. Disputei no Canadá, França, Hungria, Argentina e Itália. Também na Polônia, onde conquistei a prata em um Sub 23 em 2013, e na Alemanha, onde saí com o bronze em janeiro de 2014. Além disto, claro, treino quatro vezes por semana em Porto Alegre, e outras três em Taquara. Agora, sonho em conquistar uma vaga para as Paraolímpiadas do Rio de 2016.
O que lhe atraiu no esporte?
No começo fui apenas para me divertir e, depois de quase um ano acompanhando, que comecei a gostar. O que mais me atrai é a disciplina, o respeito e a elegância do esporte. Além disso, ele exige muita concentração, agilidade e impõe desafios, que gosto muito. é um esporte diferente, pouco divulgado no Brasil, e que me proporcionou várias oportunidades, como viajar e conhecer novas pessoas e culturas. Inclusive, foi numa dessas viagens que conheci o pai da minha filha.
No ano passado você tornou-se mãe. Como tem sido esta experiência?
A Laura não foi planejada, mas foi um susto muito especial. Está sendo ótimo cada vivência, e não imaginava que gerasse um sentimento tão bom. Celebro cada conquista e aprendizado dela com imensa alegria.
Conte sobre sua história:
Nasci em Taquara, em outubro de 1991, com uma má formação na coluna. Caminhei com auxílio de muletas e próteses ortopédicas até 14 ou 15 anos, e desde então ando de cadeira de rodas. Mas isso tudo só foi conquistado devido à dedicação da família e de fisioterapias.
Como você se define? Uma pessoa corajosa.
Tem algum hobby? Tocar violão e desenhar
Do que você se orgulha? Minha família, eles que me dão total suporte nas minhas escolhas.
Um lugar: Na pista pra jogar, é lá onde largo todas as minhas energias e emoção.
Uma lição de vida: Nick Vujic é uma lição de vida. Ele é australiano, palestrante, e não tem os membros inferiores nem os superiores, mas é a pessoa mais feliz que existe. Como ele mesmo diz: a vida não tem limites. Passa uma lição incrível de superação, de que é você mesmo que impõe suas limitações.
Um livro: Na minha cadeira ou na sua? Juliana Carvalho.
Deixe uma frase aos leitores do Jornal:
“Tentar e falhar, pelo menos, é aprender. Falhar por não tentar é sofrer a perda inestimável daquilo que podia ter sido” – Chester Barmard.


