Conte sobre sua história:
Nasci em Gramado, mas com um ano minha família mudou-se para São Paulo e me levou junto. Meu pai trabalhava em uma empresa que fabricava asfalto, por isso viajava bastante e mudanças eram comuns. Depois, também fomos para o Rio de Janeiro e, quando eu tinha 11 anos, voltamos para a região, passando a morar em Igrejinha. Ali, com a mesma idade, comecei a trabalhar na produção de uma fábrica de calçados. Aos 17 anos, entrei para o seminário, então fui morar com o padre José Roberto (Corrêa, pároco de Taquara), que trabalhava em Igrejinha. Depois, fui com ele para Novo Hamburgo, quando comecei a cursar Filosofia e, em seguida, fui para o seminário em Viamão, onde fiz Teologia. Em 1998 fiquei padre e fui trabalhar em Parobé, novamente ao lado de Zé Roberto. Depois fui para Novo Hamburgo, em 2012 para Três Coroas e, no ano passado, vim para Taquara.
Como você descobriu sua vocação?
Ali por 1984 eu participei de um retiro de três dias do CLJ (Curso de Liderança Juvenil), que despertou algo em mim. Depois participei mais do grupo e nele acabei desenvolvendo um desejo de participar mais, de trabalhar mais, de fazer algo a mais pelo próximo.
Como é seu relacionamento com o padre Zé Roberto?
Bom, somos amigos há mais de 30 anos. É um grande amigo, um pai, uma pessoa maravilhosa, que tem um grande testemunho por todos os lugares onde passou. Ele me ajudou muito, me orientou em diversos momentos.
O que é mais gratificante em ser padre?
Nosso próprio cotidiano. Poder confortar os outros, orientá-los, auxiliá-los. Ser um sinal da presença de Deus na vida das pessoas.
Padre, você se candidatou a prefeito de Três Coroas nas eleições de 2012. Como surgiu o interesse pela política?
Sempre aprendi que a política é uma ferramenta de fazer transformação social, um modo de ajudar os demais, e por isso me candidatei. Fiz uma boa votação, mas não venci e o maior aprendizado que ficou foi o contato direto com as pessoas. Notei que há uma grande carência, até no sentido físico, de sentir falta de alguém que lhes ouça.
E o Jornalismo?
Sempre gostei de investigar as coisas, de saber do que acontece ao meu redor. Também gosto muito de escrever e de fotografar e isso me levou naturalmente ao curso.
Como você se define?
Um ser em transformação. A cada dia tento ser melhor do que ontem.
Um lugar: A casa da minha mãe, em Igrejinha, é o melhor lugar do mundo.
Deixe uma mensagem aos leitores do Jornal:
Que cada pessoa aproveite o tempo em que está na Terra para fazer o bem ao próximo.


