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Esta postagem foi publicada em 2 de maio de 2017 e está arquivada em Penso, logo insisto.

Procurando a felicidade

Do meu tuíter @Plinio_Zingano – Qualquer opinião gera infinitas opiniões contrárias. Esta é minha opinião!

Vocês estão procurando a felicidade? Parece-lhes uma pergunta descabida? Mas não tanto, parceiros! Longe de mim xeretar a vida de cada um. Minha pergunta é, apenas, genérica, como introdução para eu fazer algumas considerações de ordem social.
Talvez eu esteja enganado, mas tenho a forte impressão de que há um rumor anormal em torno deste tema e seu concomitante produto – ser feliz. Dá a impressão de ter-se tornado quase um objetivo insano das pessoas. A alguém que me lê e pense “ora, bolas, todos querem ser felizes; este texto é coisa de louco”, peço vênia para dar outro ponto de vista. É óbvio, a felicidade é um objetivo normal da humanidade. Meu comentário está direcionado para a quantidade excepcional de pessoas, dando justificativas as mais disparatadas na tentativa de justificar essa procura. É preciso admitir: nestes dias, com as redes sociais, muito mais gente ganhou voz pública (e isto é bom) para expressar seus pensamentos, mesmo quando eles não desfrutam de boa articulação (aí, já não é tão bom). Quantas vezes vocês terão lido/ouvido que “o importante é ser feliz” para, logo em seguida, tomar conhecimento de que o veículo dessa provável felicidade é algo incômodo, até absurdo, para o tecido social? Sim, sei, não se pode determinar as causas da felicidade dos outros, seria muita pretensão! Porém, resulta estranho notar que, justamente, quem emprega o famoso “bora ser feliz”, o faz de maneira cíclica. Usa a expressão quase como um mantra, não perdendo a oportunidade de pronunciá-lo ou escrevê-lo. E é esta a razão deste comentário. Nada contra os seguidores desse mantra, nem é de minha alçada. Porém me causam a impressão de eles – os procuradores –, na verdade, não terem aquilo e, como o repetem muito, não conseguirem, apesar das tentativas!
Felicidade é um tema sempre presente. Seja na publicidade, nas telenovelas, nos livros, nas músicas, o objetivo é, sempre, a luta pela felicidade. Por curiosidade, espírito científico, façam uma pesquisa nas suas redes sociais e vejam se não é uma busca constante! Entretanto, se conseguíssemos computar o que, realmente, as pessoas definem como felicidade, seria difícil obter uma resposta concreta. Jamais teríamos uma definição do que é ser feliz. Seria, penso, muito mais fácil definir infelicidade e, então, por oposição, determinar: “felicidade é o contrário desta mazela toda”!
É isto aí, pessoal! Bora ser feliz!

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