
Abalado por uma fuga recente de detentos, o Presídio Estadual de Taquara teve problemas reconhecidos por agentes da Superintendência de Serviços Penitenciários (Susepe). O tema foi tratado em audiência pública, na Câmara de Vereadores de Taquara, promovida pela Comissão Especial da Segurança Pública da Assembleia Legislativa. Na ocasião, o delegado penitenciário regional, Sandro Soares de Oliveira, anunciou a intenção da Susepe de permutar o terreno que sedia o presídio com a iniciativa privada em troca de outro local e de um prédio novo.
Em seu pronunciamento na audiência, o delegado destacou que a atual sede do Presídio, no Morro do Leôncio, ocupa uma área de três hectares, avaliada em cerca de R$ 4 milhões. Sandro explicou que está trabalhando junto ao secretário estadual de Segurança, Cézar Schirmer, para que esta área seja permutada com algum empresário interessado em receber o terreno em troca da construção de um presídio maior, com cerca de 500 vagas, em outro local. “Se tivéssemos um presídio com esta capacidade, atenderíamos toda a região”, enfatizou o delegado penitenciário. Sandro disse que empresários interessados devem procurar o administrador local do presídio, que poderá dar andamento à proposta junto ao governo do Estado.
No tocante ao funcionamento do Presídio, são 162 detentos no regime fechado, quando a capacidade é 58, e 87 no semiaberto, mas as vagas da estrutura são de 60. O prédio também é considerado deficitário, de 1953, com poucas reformas realizadas até hoje. Segundo o delegado, estão sendo feitas operações cotidianas no combate ao crime dentro do estabelecimento. Quanto à fuga recém registrada, Sandro disse que acabou facilitada pela falta de um muro, que começou a ser construído apenas neste ano, com a conquista, pela casa prisional, de uma verba junto à Vara de Execuções Penais de Novo Hamburgo.
O delegado explicou que cinco pilares básicos são levados na gestão do presídio: educação, apoio familiar, assistência religiosa, disciplina e trabalho. No tocante ao trabalho prisional, citou convênios mantidos com as prefeituras de Igrejinha e Taquara para a utilização de detentos do regime semiaberto em serviços de manutenção nos municípios. São 14 detentos em Taquara e 11 em Igrejinha. O delegado destacou, também, a necessidade de videomonitoramento para o Presídio, a fim de controlar os acessos ao estabelecimento.


