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Farmácia Popular fechará a partir de junho em Taquara e Parobé

Pacientes perderão descontos de até 90% em medicamentos pela rede própria do programa

O governo fe­deral determinou o fecha­mento da rede própria do programa Farmácia Popular em todo o país a partir de junho. A medida atinge Pa­robé e Taquara, que contam com duas das 28 unidades no estado. Os medicamentos passarão a ser oferecidos ex­clusivamente pelas drogarias particulares conveniadas e nas farmácias básicas muni­cipais.

De acordo com a Agência Saúde do governo federal, o custo administrativo para a manutenção das farmácias da rede própria chegava a 80% do orçamento do pro­grama, que é de quase R$ 100 milhões por ano. O re­curso para Taquara é de R$ 12,5 mil mensais, mas o se­cretário da Saúde, Vanderlei Petry, revela que a prefeitura arcava com aproximada­mente o mesmo valor para cobrir os gastos com a folha de pagamento e os custos da estrutura física, que realiza mais de 2,7 mil atendimen­tos ao mês.

A nova proposta prevê o repasse ao ano de 0,48 cen­tavos por habitante do mu­nicípio – o que corresponde, em Taquara, a R$ 27 mil ou R$ 2.280 ao mês – para o Fundo Municipal da Saúde, a fim de investir na compra da medicação oferecida gratui­tamente pela Farmácia Po­pular. Isso, para Petry, repre­senta onerar o município na aquisição de remédios antes viabilizados pela federação, como para o tratamento da hipertensão, diabetes e asma.

Quase todas as drogarias de Taquara são credencias para atender através do programa. “As pessoas não deixarão de ter acesso aos medicamentos”, esclarece Petry. No entanto, os remé­dios pagos com descontos de até 90% na Popular não serão gratuitos nas convenia­das. Um exemplo é a fluoxe­tina 20mg, vendida a R$ 1,68 na pública e em média por R$ 30 reais na particular.

A média da Farmácia Po­pular de Parobé é de 9.560 medicamentos distribuídos mensalmente. A unidade instalada em 2006 oferece 18 remédios gratuitamente, sendo estes para hiperten­são, coração e diabetes. A auxiliar de gestão Janaina Silva conta que antibióticos, antidepressivos, anticoncep­cionais, entre outros, são oferecidos a preços inferio­res ao praticado no merca­do. “A rede é de extrema im­portância para a população, principalmente a de baixa renda, que encontra aqui uma alternativa para manter o tratamento indicado pelo médico”, pontua, ao lem­brar que nas farmácias co­merciais o número de itens abrangidos pelo programa é de 25, e nas redes próprias são 112.

Unidade de Taquara realiza mais de 2,7 mil atendimentos ao mês. Foto: Cristiano Vargas